Redes alimentares alternativas, agroecologia e a construção social de mercados

Autores

  • Eugênio Martins de Sá Resende Universidade Federal de Viçosa image/svg+xml
  • Alair Ferreira de Freitas Universidade Federal de Viçosa image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.32929/2446-8355.2019v28n2p152-165

Resumo

Os estudos dos sistemas agroalimentares, mesmo que recentes, têm apontado diversos impactos na forma como as pessoas no campo e nas cidades se alimentam, sobretudo a partir da Revolução Industrial e da Revolução Verde. Esses impactos são perceptíveis nos âmbitos ambiental, social, econômico e de saúde, fortalecendo cada vez mais os impérios agroalimentares a partir de regras e normas globais que excluem agricultores familiares camponeses e dificultam a comercialização de seus produtos em mercados formais e também locais e informais. No entanto, na Zona da Mata de Minas Gerais, apesar da predominância da monocultura do café, experiências locais baseadas na agroecologia e nas redes alimentares alternativas (RAA) vêm crescendo. A partir de metodologias da pesquisa participante como os intercâmbios agroecológicos, o objetivo desse trabalho foi descrever e analisar experiências agroecológicas e suas relações com os mercados, relacionando-as com as RAA. O estudo apontou que a agroecologia contribui para o desenvolvimento e ampliação dessas redes, a partir das relações sociais estabelecidas e na preocupação ambiental, ampliando os debates acerca dessas experiências locais.

Biografia do Autor

  • Eugênio Martins de Sá Resende, Universidade Federal de Viçosa
    Pós-graduação em Extensão Rural no Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa, bolsista da CAPES
  • Alair Ferreira de Freitas, Universidade Federal de Viçosa
    Professor Doutor do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa

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Publicado

2019-07-04

Edição

Seção

Artigos