Inclusão digital para uma menor exclusão social a partir do projeto de extensão HD – herança digital

Lisandra Ramos, Bruno Pigari Martins, Barbara Sayuri Watanabe, Beatriz Saraiva Matos, Caroline Magalhães Watanabe, Cristina Miyori Ishimatsu, Emanuela Gonçalves, Eric Hideki, Fernanda das Chagas Ruas, Felipe Tiago Salvador, Gabriel Dourado Rueda, Gisella Graziolli, Isabella Bonfitto, Júlia Namiko Tada, João Paulo Estanti Copertino, Juliana Nardi Augusto, Jacqueline Mesquita da Silva, Luana Kaoru Donomai, Lucas Verzgnassi, Lucyla Tiemi Nagura, Luiz Teixeira, Márcia de Jesus Silva, Ariana Gonçalves de Moraes, Pedro Rezende Faria de Paula, Rodrigo Silva de Almeida, Sabrine Fumie Serikawa, Sandy Regina Zambeli, Smairah Frutuoso Abdallah, Tatiane Teixeira Porfírio, José Roberto da Silva Brêtas

Resumo


O Projeto HD?Herança Digital é um projeto de extensão vinculado a Pró?Reitoria de Extensão da Universidade Federal de São Paulo ? UNIFESP ? idealizado pelos alunos de graduação do curso de Tecnologias em Saúde campus São Paulo (Tecnologia Oftálmica, Radiológica e Informática em Saúde). Surgiu da iniciativa dos graduandos, os quais almejavam retribuir e partilhar com a sociedade o que o ambiente público universitário os proporcionava. Após a ideia concretizada, os alunos buscaram o apoio da Pró?Reitoria de Extensão para a efetivação do projeto. Atualmente, o HD ocorre na Unidade Avançada de Extensão de Santo Amaro, região que abriga uma ampla área de comércio popular e uma das populações mais vulneráveis economicamente dos domínios do distrito de Santo Amaro. O projeto HD assim como qualquer projeto de Extensão, faz parte de um processo transdisciplinar, educativo, culltural, científico e político que visa promover a integração e a transformação da sociedade por meio da interação com a mesma, o que nos remete ao FORPROEX 1987. Através deste instrumento, a universidade tem a oportunidade de levar até a comunidade o saber do qual é detentora, socializando e democratizando o conhecimento. Assim, a informação não se traduz no privilégio apenas da minoria que é aprovada no vestibular, mas difundida pela comunidade, consoante com os próprios interesses desta (1). O acesso à tecnologia da informação aprimora e recria os processos de educação e comunicação da sociedade em que vivemos. Além da comunicação, a otimização do tempo e espaço no cotidiano, tanto no trabalho como na sua residência, são melhorados através de novas ferramentas de acessibilidade que o indivíduo adquire. Inclusão, do latim inclusione, significa ato ou efeito de incluir, segundo o dicionário Aurélio. O projeto tem como um dos objetivos a inclusão social e digital de todos. Neste momento, vale ressaltar que o projeto busca a inclusão e não a inserção, uma vez que para alguém ser inserido é necessário que haja uma seleção enquanto para ser incluído há a necessidade do sujeito querer ser incluso e da verificação dasoportunidades vigentes no momento. A universidade deve obrigatoriamente estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade (2). Com isso, a extensão Universitária na UNIFESP tem uma grande ênfase em trabalhos que fomentam a aprendizagem por meio da participação ativa dos educandos, propiciam vivências de situação?problema e possibilitam reflexões sobre elas. Dessa forma deve?se pensar em meios para que a universidade atinja esses objetivos na difusão da sua essência maior, que é o conhecimento para todos independente da variedade regional, social ou etária. A participação social é fundamentada em uma problemática pedagógica que engloba as preocupações e interesses do público a extinguir sua exclusão digital. Estes pontos em questão são reflexos de: um não preenchimento dos pré?requisitos do mercado de trabalho, frustração pessoal e inserção no mundo moderno. Carl Rogers relata que “por aprendizagem significativa entendo uma aprendizagem que é mais do que uma acumulação de fatos. É uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação da ação futura que escolhe, nas suas atitudes e ou na sua personalidade” (3). No intuito de atingir um objetivo, a necessidade de abrir caminho por um processo pedagógico, específico, pode?se acreditar que as ferramentas da pedagogia são trilhos para a educação, como teoria e prática, respectivamente, com um desfecho do ser humano a ser educado (4). A extensão, como forma da minimização da disparidade do mercado, tem as tecnologias como agente educador. Estas aplicadas com maestria a partir de um estudo regional e embasadas em um plano pedagógico, reafirma a aplicabilidade da transferência do conhecimento entre professor e aluno. Velocidade,  precisão, controle, diversidade, facilidade são apenas alguns dos fatores que a tecnologia influencia na área de comunicação. O governo se beneficia com a rede para ficar cada vez mais próximo do cidadão.

Palavras-chave


Inclusão digital. Inclusão social. Tecnologia. Informática. Projeto. Alfabetização digital. Extensão universitária.

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