Processamento auditivo em pré-escolares
DOI:
https://doi.org/10.23901/Palavras-chave:
Percepção auditiva. Otite Média. Questionários.Resumo
Introdução: O Processamento Auditivo refere-se aos mecanismos e processos do sistema auditivo responsáveis pela localização e lateralização sonora; discriminação auditiva; reconhecimento de padrões auditivos; aspectos temporais da audição e desempenho auditivo na presença de sinais acústicos degradados ou competitivos importantes para o desenvolvimento infantil. Autores relatam que na primeira infância, quadros repetitivos de otite média podem ser responsáveis por efeitos negativos no desenvolvimento auditivo e cognitivo da criança. A maioria das crianças com histórias positivas de otite média apresentam pior desempenho nos testes auditivos do que crianças com histórias negativas de infecção de ouvido, sugerindo ainda que os efeitos da perda auditiva flutuante na fala e na escrita podem se estender ao longo da infância Objetivo: Investigar a ocorrência de otite média nos pré-escolares, selecionando os casos com histórico positivo e avaliar a percepção auditiva em diferentes condições de ambiente em pré-escolares com otite média. Método: Participaram, inicialmente, 15 pré-escolares de 4 a 6 anos e de ambos os gêneros, matriculados em escola pública de Marília. Estes foram avaliados quanto à ocorrência de otite média e selecionados os casos de histórico positivo. Posteriormente, os pré-escolares selecionados foram avaliados novamente, porém quanto ao comportamento de escuta em diferentes condições de ambiente (calmo, ideal, múltiplos estímulos, memória, sequência e atenção auditiva), por meio de um questionário aplicado aos pais. Resultado : Nesse estudo foram selecionados inicialmente pré-escolares do Infantil I, com idade média de 4 a 5 anos de idade, a fim de verificar seu comportamento de escuta. Das 30 crianças matriculadas foram aplicados 15 questionários a 15 pais ou responsáveis de crianças durante a atividade pedagógica de reunião de pais. Do total de 15 crianças a maioria (93,3%) dos pais entrevistados negou que as crianças tivessem apresentado três ou mais episódios de otite durante os primeiros anos de vida, assim como não relataram a presença de queixas auditivas em ambientes de escuta difícil como conversa em grupo e em ambiente ruidoso durante a aplicação do questionário sobre otite média. Já durante a aplicação do questionário CHAPPS obteve-se 4 crianças (26,7%) com índices negativos, uma delas com histórico positivo de otite, que configuraram maior dificuldade em ambientes ruidosos, na memória e atenção auditiva. O score médio obtido do questionário CHAPPS foi de 0,18 para a população estudada indicando baixa dificuldade na população avaliada. Discussão: O distúrbio do processamento auditivo é uma patologia que pode levar à alterações no desenvolvimento escolar. A avaliação do processamento auditivo em escolares contribui para o diagnóstico precoce desta patologia e possibilita uma orientação terapêutica e pedagógica mais adequada, especialmente por meio da aplicação de instrumentos de avaliação como questionários, que além de viável aplicação, segundo autores, propiciam um ambiente favorável de escuta no ambiente escolar. Conclusão: Nesta amostra não foram identificadas crianças com histórico positivo de otite em pré-escolares. Uma quantidade mais expressiva de crianças precisa ser avaliada para que se consiga avaliar a percepção auditiva de crianças com histórico positivo de otite em diferentes condições de ambiente de escuta em pré-escolares.
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