Quem canta, seus males espanta!
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2011v7n3p30Resumo
Introdução: A educação relativa à saúde bucal é de responsabilidade dos profissionais da odontologia, assim como dos cursos que os formam, devendo fazer parte dos projetos de Extensão Universitária, sendo de extrema importância para mudar algumas atitudes com relação às doenças. Mais importante ainda quando se tenta mudar, a tradicional busca por ações curativas, por ações preventivas e de promoção de saúde. Buscar formas pra facilitar esta aprendizagem também cabe a estes profissionais. Os menores atendidos pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) do município de Araçatuba-SP foram precocemente levados a trabalhos perigosos, insalubres, degradantes e até a prostituição. O canto, quando usado dentro de um processo terapêutico, é coadjuvante em tratamentos de transtornos de ansiedade, problemas respiratórios (asma, bronquite, enfisema pulmonar), síndrome do pânico e fobias, quadros depressivos, timidez, baixa auto-estima, problemas de comunicação/linguagem, problemas com autocontrole e autoconfiança, entre outros. Cantar ajuda a reencontrar o caminho e vencer obstáculos. Para quem teve uma história de abuso, o simples ato de abrir a boca pode ser constrangedor e muito estressante. Objetivos: Produzir paródias musicais com temas relativos a prevenção em odontologia e desenvolver um processo facilitador da promoção da saúde bucal dos menores atendidos pelo PETI-Araçatuba. Métodos: Acadêmicos (bolsistas e voluntários) e docentes da UNESP-Araçatuba, produziram músicas cujas letras abordam a prevenção em odontologia. Estas músicas foram tocadas e cantadas junto com os menores do PETI, não se impôs uma rigidez da leitura e escrita musical, não se exigia que estivessem familiarizados com instrumentos musicais, nem soubessem tocá-los. Várias vezes o instrumento não era manipulado do modo convencional. Resultados: Pôde-se vivenciar a veracidade da afirmação "quem canta, seus males espanta". Bastava cantar um pouco e todos melhoravam sua postura/ saúde física e emocional. Venceram o medo de abrir a boca, do julgamento sobre como cantavam ou sobre seu timbre de voz. Aprenderam, com facilidade, conceitos preventivos inclusos nas letras das músicas. Os menores melhoraram o relacionamento com acadêmicos e docentes do projeto. O ato de abrir a boca para cantar, escovarem os dentes ou terem sua boca examinada tornou-se menos estressante. Venceram o silêncio.
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