Hipertensão arterial em mulheres idosas do programa "Universidade Aberta à Terceira Idade" da FCT/UNESP
DOI:
https://doi.org/10.23901/Palavras-chave:
Hipertensão arterial. Fator de risco coronariano. Idosos.Resumo
A hipertensão arterial (HA) é considerada um fator de risco primário com alta prevalência na população em geral e que apresenta grande importância no contexto da saúde pública. Portanto este trabalho teve por objetivo verificar a prevalência de hipertensão arterial em mulheres freqüentadoras das palestras oferecidas pelo programa “Universidade Aberta à Terceira Idade”, desenvolvido pela FCT/UNESP e avaliar nas mulheres com HA os seguintes aspectos: controle da pressão arterial, tempo de diagnóstico médico, tratamento realizado, sinais e sintomas e presença de história familiar e estresse. Foram analisadas 52 mulheres que freqüentam o referido programa, com idade média de 66,19 +/- 0,92 anos, as quais tiveram sua PA verificada duas vezes, com intervalo de 5 minutos entre as medidas, pelo método indireto. Para análise da PA foi utilizado o menor valor das medidas e a sua classificação obedeceu aos critérios da IV Diretrizes Brasileiras de HA. Associado às medidas foi aplicado um questionário que abordou se as mulheres possuíam HA diagnosticada, durante quanto tempo e qual a medicação utilizada, quais os sintomas apresentados quando há elevação da PA, a utilização de tratamento não medicamentoso e a presença de hereditariedade e estresse. Estatística descritiva foi utilizada para análise dos dados. Das mulheres analisadas 59,62% foram classificadas como hipertensas, das quais 12,90% não possuíam diagnóstico médico. Das hipertensas cientes, 37,04% não apresentavam PA controlada e 48,15% tiveram o diagnóstico médico feito no intervalo de 1 a 5 anos; 66,67% apresentavam algum sintoma quando ocorria o aumento da PA, sendo a cefaléia o mais comum (41,93%); 68,75% fazem tratamento não medicamentoso para HA, sendo a atividade física o mais utilizado (50%), e 88,88% realizam tratamento medicamentoso. A hereditariedade esteve presente em 67,74% das mulheres e 12,90% relataram estresse intenso. Os resultados demonstram que a população estudada apresenta grande prevalência de HA, o que reforça a importância de trabalhos como este, objetivando a elaboração de programas de prevenção.Downloads
Publicado
2010-06-25
Edição
Seção
Artigos
Licença
Direitos autorais (c) 2021 Revista Ciência em Extensão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O/a(s) autor/a(es/s) que publicar(em) nesta revista concorda(m) com as seguintes condições:
- Os direitos morais de autoria e de integridade da obra são do/a(s) autor/a(es/s).
- Os autores concedem à RCE o direito de primeira publicação.
- Seguindo a recomendação da Unesco, os textos são publicados sob a licença Creative Commons CC BY 4.0, que “permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original”.
- Os autores podem disponibilizar a versão publicada em repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e outros meios de divulgação, desde que seja indicada a publicação original na revista.
- A revista incentiva a ampla disseminação da versão publicada após a conclusão do processo editorial.
- Os termos de cessão de uso de imagem são de responsabilidade dos autores.