Liga de Urgências e Emergências Clínicas: relato de experiência de modelo de ensino prático
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2019v15n2p136-144Palavras-chave:
Emergência. Medicina. Clínica Médica. Educação médica. Relações Comunidade-Instituição.Resumo
O ensino de algumas áreas médicas, como a de urgências e emergências clínicas, pelas faculdades de Medicina, tem sido considerado insatisfatório e, nesse contexto, as ligas acadêmicas surgem como formas de preencher possíveis lacunas curriculares e de complementar a capacitação teórica e prática dos estudantes que as integram. O objetivo desse trabalho é expor os resultados da Liga de Urgências e Emergências Clínicas (LUEC) da Universidade Estadual de Ponta Grossa, ao longo de seus quatro anos de atuação. Essa liga é baseada no trinômio universitário de ensino, pesquisa e extensão e visa capacitar seus integrantes e melhorar a prestação de serviço à comunidade local que necessita de atendimento emergencial. Os dados foram coletados a partir de relatos e depoimentos individuais dos extensionistas, focando na importância do projeto em sua formação acadêmica e nos potenciais benefícios da atividade para a comunidade. Para participar da Liga, os acadêmicos interessados devem inicialmente passar por um curso preparatório, chamado “MedEmerg”, que fornece conhecimentos básicos acerca das principais situações de emergência encontradas na prática clínica. Os integrantes da LUEC realizam plantões diários supervisionados no pronto-atendimento do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, tendo a oportunidade de conhecer na prática como é a vivência nesse tipo de serviço. Além disso, são realizadas reuniões quinzenais para discussão de casos, resolução de dúvidas e trocas de experiências pelos acadêmicos participantes. Com a realização dessas atividades, os estudantes relataram adquirir conhecimentos teóricos e práticos importantes na condução de casos emergenciais, além de terem adquirido maior confiança para lidar com esse tipo de situação. Além disso, a comunidade também tem sido beneficiada, pois passa a receber atendimento de profissionais mais capacitados. Em conclusão, a LUEC tem apresentado resultados positivos, que contribuem para a formação de um médico generalista humano, ético, reflexivo e crítico.
Referências
ABLAM. Diretrizes Nacionais em Ligas Acadêmicas de Medicina. São Paulo: [s. n.], 2016. Disponível em: http://ablam.org.br/diretrizes-nacionais/. Acesso em 07 de agosto de 2017.
ABREU-REIS, P. et al. Extra-curricular Supervised Training at an Academic hospital: 200 Hours the Treshold for Medical to Perform Well in Emergency Room? Journal of Emergency Surgery, v. 7, n. S12, 2012.
ANDRADE, A. S.; GARCIA, S. B.; PERES, C. M. Atividades extracurriculares: multiplicidade e diferenciação necessárias ao currículo. Rev. Bras. Educ. Med., v. 31, n. 3, p. 203-211, 2007.
BRASIL, Ministério da Saúde. Urgência e emergência: sistemas estaduais de referência hospitalar para o atendimento de urgência e emergência. Brasília, 2001.
BRASIL, Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9.394/96. Brasília, DF, 1996.
FERREIRA, D.A.V.; ARANHA, R.N.; SOUZA, M.H.F.O. Ligas Acadêmicas: uma proposta discente para ensino, pesquisa e extensão. Interagir: pensando a extensão, Rio de Janeiro, n. 16, p. 47-51, jan./dez. 2011.
FREITAS JR, J.R.; PRZYBYCIEN, M.; TRENTINI, C.A.; CAMARGO, C.H.F. O papel da liga acadêmica de urgências e emergências cirúrgicas na formação médica. Revista Conexão UEPG, v. 10, n.1, jan/jun 2014.
JARDIM, P.C.B.V.; DA COSTA, N.G.S.; OLIVEIRA, P.C.; NUNES E SILVA, V.; RABELO, Y.S. O papel do aluno de graduação em Medicina no atendimento a pacientes de enfermarias de longa permanência de um hospital-escola. Rev. Bras. Educ. Med., v. 32, n. 1, p.75-82, 2008.
HAMAMOTO, Filho P. T.; VENDITTI, Vinícius Cunha; OLIVEIRA, Cristiano Claudino et al. Ligas Acadêmicas de Medicina: extensão das ciências médicas à sociedade. Rev. Cienc. Ext. v. 7, n. 1, p. 126-133, 2011.
MARIANI, A. W.; PEGO-FERNANDES, P. M. Medical teaching beyond graduation: undergraduate study groups. Sao Paulo Med. J., v. 128, n. 5, p. 257-258, 2010.
MEJIA, Christian R.; QUEZADA-OSORIA, Claudia; MORAS-VENTOCILLA, CINTHYA et al. Nivel de conocimientos sobre emergencias médicas en estudiantes de medicina de universidades peruanas. Rev Peru Med Exp Salud Publica, Lima, v. 28, n. 2, p. 202-209, 2011.
RAMALHO, Alan Saito; SILVA, Felipe Duarte; KRONEMBERGER, Tatiana Barboza et al. Ensino de Anestesiologia durante a graduação por meio de uma Liga Acadêmica: qual o impacto no aprendizado dos alunos? Rev Bras Anestesiol, v. 62, n. 1, p. 63-73, 2012.
SANTANA, Ana Carolina A. Ligas acadêmicas estudantis. O mérito e a realidade. Medicina (Ribeirão Preto), v. 45, n. 1, p. 96-98, 2012.
TORRES, Albina Rodrigues; OLIVEIRA, Gabriel Martins de; YAMAMOTO, Fábio Massahito et al. Ligas Acadêmicas e formação médica: contribuições e desafios. Interface – Comunic., Saúde, Educ., v. 12, n. 27, p.713-720, 2008.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2021 Revista Ciência em Extensão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O/a(s) autor/a(es/s) que publicar(em) nesta revista concorda(m) com as seguintes condições:
- Os direitos morais de autoria e de integridade da obra são do/a(s) autor/a(es/s).
- Os autores concedem à RCE o direito de primeira publicação.
- Seguindo a recomendação da Unesco, os textos são publicados sob a licença Creative Commons CC BY 4.0, que “permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original”.
- Os autores podem disponibilizar a versão publicada em repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e outros meios de divulgação, desde que seja indicada a publicação original na revista.
- A revista incentiva a ampla disseminação da versão publicada após a conclusão do processo editorial.
- Os termos de cessão de uso de imagem são de responsabilidade dos autores.