Educação física adaptada inclusiva: impacto na aptidão física de pessoas com deficiência intelectual

Autori

  • Eliane Mauerberg-de Castro UNESP
  • Carolina Paioli Tavares UNESP
  • Ana Carolina Panhan UNESP
  • Thayná C. Parsaneze Iasi UNESP
  • Gabriella Andreeta Figueiredo UNESP
  • Marcela Rodrigues de Castro UNESP
  • Gabriella Ferreira Braga UNESP
  • Ana Clara de Souza Paiva UNESP

DOI:

https://doi.org/10.23901/1679-4605.2013v9n1p35-61

Parole chiave:

atividade física adaptada, inclusão, aptidão física, deficiência intelectual

Abstract

O objetivo deste estudo foi, através de avaliação longitudinal de níveis de aptidão física de participantes com deficiência, examinar o potencial da atividade física adaptada usando estratégias de máxima participação e de oferta de atividades não sedentárias para melhora a saúde e qualidade de vida usando contextos de inclusão em um programa de extensão universitária (Programa de Educação Física Adaptada, Proefa). O Proefa trabalha dentro das abordagens inclusiva e desenvolvimentista e propõe a aplicação de dois princípios: máxima participação, e oposição à prática sedentária. Entre crianças e jovens com e sem deficiência espera-se um engajamento espontâneo com o exercício, o esporte e as atividades de lazer. Porém, enquanto os serviços de educadores físicos estão em alta demanda no mercado de trabalho, a realidade de consumo de hoje atesta um paradoxal impacto no aspecto do sedentarismo, refletindo-se no pobre desempenho motor e consequências metabólicas desastrosas entre jovens e adultos (tanto com, como sem deficiência). Serviços de atividade física adaptada na comunidade ou na escola baseiam-se em oferta de atividades motoras, jogos e exercícios estruturados no contexto de recreação, esporte, dança, atividades aquáticas, e atividades alternativas. Sabemos que a prática da inclusão intercala-se com a crença de que as diferenças valorizam as pessoas e facilitam a aprendizagem através da cooperação. Entretanto, dentro das turmas regulares, a deficiência —, e, por conseguinte, a diversidade —, tem deflagrado uma “fraqueza” na organização e execução da educação física. Muitos professores falham em coordenar as demandas de esforços e habilidades motoras de alunos com e sem deficiência porque subestimam o potencial do aluno com deficiência. Outro problema na educação física é a limitada oferta de aulas semanais dentro da escola e instituições. No presente estudo, os resultados da participação com a característica de dois encontros por semana apontaram para limitados ganhos nos aspectos de aptidão física pelos grupos do Proefa. Os parâmetros significativamente afetados pela experiência foram relacionados à capacidade cardiorrespiratória, potência de membros inferiores no salto horizontal e agilidade. Entretanto, muitos resultados nestes testes foram influenciados por fatores de limitação na coordenação motora e aparente incerteza sobre as suas metas. Além disso, parâmetros da pressão arterial foram ou permaneceram normalizados após a participação no Proefa. O Proefa, utilizando a estratégia de inclusão com tutores, ao materializar a filosofia da máxima participação e aplicação de atividades não sedentárias mostrou que é possível a participantes com deficiência intelectual modificarem vários parâmetros de aptidão física, mesmo com limitado número de encontros semanais.

Biografie autore

  • Eliane Mauerberg-de Castro, UNESP

    Eliane Mauerberg-deCastro é livre-docente e responsável pela área de atividade física adaptada no Departamento de Educação Física da UNESP de Rio Claro. Doutora em psicobiologia, ela coordena o Laboratório da Ação e Percepção (desde 2003) e o Programa de Educação Física Adaptada (Proefa) (desde 1989). http://www.rc.unesp.br/ib/e_fisica/hpefa/abertura.htm

    E-mail: mauerber@rc.unesp.br

  • Carolina Paioli Tavares, UNESP

    Carolina Paioli Tavares é bacharel em educação física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) (1998) e mestrado em Ciências da Motricidade pela mesma universidade (2004). Atualmente é professora assistente do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). É doutoranda no programa de Ciências da Motricidade na Unesp de Rio Claro. E-mail: cpaioli@hotmail.com

  • Ana Carolina Panhan, UNESP

    Ana Carolina Panhan é bacharel em educação física pela UNESP de Rio Claro. Atualmente faz mestrado na Unicamp, campus de Limeira. E-mail: dinanina_2@hotmail.com

  • Thayná C. Parsaneze Iasi, UNESP

    Thayná C. Parsaneze Iasi é graduanda em licenciatura em educação física pela UNESP de Rio Claro. Bolsista Proex, faz parte do Laboratório da Ação e Percepção e do Programa de Educação Física Adaptada (Proefa) desde 2009. E-mail: iasi_bob@hotmail.com

  • Gabriella Andreeta Figueiredo, UNESP
    Gabriella Andreeta Figueiredo, formada em educação física pela Universidade Federal de Uberlândia, é mestranda em Ciências da Motricidade na Unesp de Rio Claro. E-mail: gabi_afigueiredo@yahoo.com.br
  • Marcela Rodrigues de Castro, UNESP

    Marcela Rodrigues de Castro, formada em educação física pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestrado em educação física pela mesma unidade, atualmente é doutoranda em Ciências da Motricidade na Unesp de Rio Claro. E-mail: marcelarodriguescastro@hotmail.com

  • Gabriella Ferreira Braga, UNESP

    Gabriella Ferreira Braga, formada em educação física pela Universidade Federal de Uberlândia, é mestranda em Ciências da Motricidade na Unesp de Rio Claro. E-mail: gabriellafbraga@yahoo.com.br

  • Ana Clara de Souza Paiva, UNESP
    Ana Clara de Souza Paiva é licenciada em educação física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e mestre em Ciências da Motricidade pela mesma universidade. É doutoranda no programa de Ciências da Motricidade na Unesp de Rio Claro. E-mail: acspaiva@rc.unesp.br

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Pubblicato

2013-04-26

Fascicolo

Sezione

Artigos