Hábitos de idosas participantes de projeto de promoção à saúde
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2020v16p157-171Parole chiave:
Idosos. envelhecimento ativo. antropometria. atividade física. hábitos de vida.Abstract
Este estudo descritivo transversal retrospectivo foi resultado do projeto de extensão para terceira idade, intitulado de Unipam Sênior desenvolvido na cidade Patos de Minas-MG. Objetivou-se descrever os hábitos de vida e perfil antropométrico da população alvo do projeto. Foi realizada reunião coletiva entre os extensionistas e participantes, sendo esclarecidos todos os procedimentos e que sua participação seria voluntária. Por meio de questionário semiestruturado foram colhidos dados sobre hábitos de vida, presença de doenças e comportamento referente à prática de atividade física. Para análise do perfil antropométrico foram coletados peso e a estatura, cálculo do índice de massa corpórea e a mensuração da relação cintura quadril. Aplicou-se estatística descritiva para análise de dados. A população foi constituída por 77 idosas com idade de (61±0,8) anos, apresentando os seguintes resultados; 100% não usam tabaco, 3,8% consomem álcool, 80,5% não fazem dieta. Foram encontradas presença de doenças crônicas não transmissíveis; 40,2% apresentaram doenças metabólicas, 30% doenças cardiovasculares, 15% osteometabólicas, 4,7% doenças renais, 9,5% citaram outros tipos de doenças, e 79% faziam uso de medicamentos sob prescrição médica. Quanto a prática de atividade física observou-se maior aderência para as modalidades de hidroginástica e dança e menor preferência pelos exercícios neuromusculares. Todas as idosas realizavam atividades no mínimo 2 vezes por semana e 93% com duração de 1 hora, 59,7% realizam outras modalidades fora do projeto, sendo a caminhada não supervisionada teve maior preferência. Sobre a regularidade das atividades físicas realizadas fora do projeto, 41,3% realizam 2 vezes por semana com sessões perdurando 1 hora. Quanto à antropometria, 58,5% apresentaram estar com sobrepeso ou obesidade, sobre a relação cintura quadril 91% apresentaram risco alto ou muito alto para doenças cardiovasculares. Após análise dos dados retrospectivos conclui-se que a população estudada foi exclusiva de idosas acima dos 60 anos, apresentavam alguns hábitos favoráveis para saúde, entretanto em sua maioria eram acometidas por doenças cardiometabólicas, e embora fizessem tratamento por medicamentos e praticassem atividade física supervisionada, a maior parte não realizavam controle nutricional e expondo indicadores antropométricos inadequados para a saúde senil. Contudo, afirma-se sobre a importância de projetos extensão de universidade aberta para terceira idade para o envelhecimento ativo e promoção da saúde do idoso.
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