Progressão de pré-diabetes para diabetes mellitus: um estudo de vida real

Autori

DOI:

https://doi.org/10.23901/1679-4605.2019v15n1p50-58

Parole chiave:

Diabetes mellitus tipo 2. Hiperglicemia. Pré-diabetes.

Abstract

Objetivo: Avaliar a taxa de progressão para diabetes mellitus tipo 2, em indivíduos com pré-diabetes e os aspectos relacionados a esta transição. Métodos: Estudo retrospectivo de levantamento de prontuários eletrônicos de indivíduos acompanhados em ambulatório de atenção secundária à saúde, por pelo menos um ano após o diagnóstico de pré-diabetes. Resultados: Foram avaliados 68 indivíduos, com média de idade de 60 ± 13,3 anos. Excesso de peso corporal foi encontrado em 57 (84%) indivíduos e 44 (64,7%) apresentavam síndrome metabólica. Por ocasião da primeira consulta, 65 (95,4%) dos indivíduos apresentaram glicemia de jejum alterada; 6 (15%) apresentavam teste oral de tolerância à glicose alterado e 5 (13,4%) apresentavam hemoglobina glicada alterada. Em relação ao desfecho primário, seis (7,4%) indivíduos com diagnóstico evoluíram para DM, no período de um ano e dois (2,9%) indivíduos, receberam o diagnóstico, após dois anos de seguimento. Nesse grupo, 6 (85,7%) indivíduos apresentavam excesso de peso, com predomínio de deposição abdominal da gordura. Todos preenchiam critérios diagnósticos para síndrome metabólica e não aderiram à orientação de prática regular de atividade física. Conclusão: No presente estudo, a taxa de progressão de pré-diabetes para DM foi semelhante à literatura. Nesse grupo, foi elevada a prevalência de obesidade, síndrome metabólica e sedentarismo.

 

Biografie autore

  • Ana Vitória Vitoreti Martins, Universidade Federal de Juiz de Fora
    não se aplica
  • Lize Vargas Ferreira, Universidade Federal de Juiz de Fora
    Professora de Endocrinologia, Departamento de Clínica Médica
  • Adriana Pereira Frauches, Universidade Federal de Juiz de Fora
    não se aplica
  • Laura Centurião Nunes, Universidade Federal de Juiz de Fora
    não se aplica
  • Caroline Martins, Universidade Federal de Juiz de Fora
    não se aplica
  • Mônica Barros Costa, Universidade Federal de Juiz de Fora
    Professora de Endocrinologia, Departamento de Clínica Médica

Pubblicato

2019-03-31

Fascicolo

Sezione

Artigos