Fatores relacionados ao desempenho do fluxo inspiratório nasal entre crianças sadias de 8 a 11 anos de idade

Autori

  • Jaime Olbrich Neto Faculdade de Medicina de Botucatu
  • Sandra Regina Leite Rosa Olbrich Faculdade de Medicina de Botucatu
  • Natalia Leite Rosa Mori Faculdade de Medicina de Botucatu
  • Ana Elisa de Oliveira Faculdade de Medicina de Botucatu
  • José Eduardo Corrente Instituto de Biociências UNESP

DOI:

https://doi.org/10.23901/1679-4605.2017v13n1p53-63

Parole chiave:

crianças, pico de fluxo inspiratório nasal, valores de referência

Abstract

A obstrução nasal é uma condição que pode ser desencadeada por fatores climáticos, tais como frio, baixa umidade do ar ou doenças infecciosas ou alérgicas, reduzindo a qualidade de vida da criança. Quantificar objetivamente aobstrução possibilita avaliar se ela é mais ou menos importante e correlacioná-la adoenças ou fatores climáticos. Entre os meios utilizados para medir a obstrução há amedição do pico de fluxo inspiratório nasal, um método acessível nosserviços públicos de saúde. A elaboração de tabelas ou gráficos para determinada população pode ser baseada namedição do pico de fluxo inspiratório nasal para estabelecer valores de referência. O objetivo deste estudo é determinar se épossível estabelecer valores de referência para uma população de crianças saudáveis com a  avaliação do pico de fluxo inspiratório nasal e os fatores a ele associados.A população do estudo consiste em crianças de uma instituição de ensino, com idade de 8 a 11 anoscompletos. Foram obtidas as medidas de peso e altura e as informações relativas ao gênero à idade foram consideradas. O pico de fluxo inspiratório nasal foi medido por meio do dispositivo in check (nasal) inspiratory flow meter. O pico de fluxo inspiratório nasal em L/min foi aferido em 3 medições, com intervalo de 1 minuto entre uma e outra, de modo cego em cada etapa, em 4 momentos diferentes, com intervalo de 48 a 72 horas. A análise estatística envolveu regressão linear e teste tcom significado estatístico ? 0,05.Foram avaliadas 124 crianças, sendo 66do sexo masculino e 58 do sexo feminino. Não houve diferenças relativas ao gênero, ao peso médio (em kg) e à altura (em cm). O valor médio do pico de fluxo inspiratório nasal no sexo feminino foi 80,99 e no sexo masculinofoi 87,51. Houve fraca correlação entre a idade e o pico de fluxo inspiratório nasal. Houve diferença significativa entre a primeira e as demais avaliações, p = 0,003, mas não entre a segunda, terceira e quarta.Medições do pico de fluxo inspiratório nasal não possibilitam afirmar qual é a causa da obstrução. Pode-se dizer que há obstrução nasal, houve incremento significativo da primeira para as demais medidas e não é possível explicar isso por meio de fatores anatômicos ou pelo ciclo fisiológico nasal. Constata-se que as crianças nessa faixa etária podem compreender como medir o pico de fluxo inspiratório nasal e, portanto, essa seria uma ferramenta adicional para a avaliação da obstrução das narinas. A ausência de valores universalmente aceitos para as diferentes faixas etárias indica a necessidade de utilizar cada indivíduo como fator de controle para si.

A avaliação do pico de fluxo inspiratório nasal mostra-se possível entre crianças de 8 a 11 anos e deve ser considerada individualmente, isto é, antes e após cada procedimento, uma vez que a criança pode aperfeiçoar-se no uso dessa técnica.

Palavras-chave: crianças, pico de fluxo inspiratório nasal, valores de referência

Biografie autore

  • Jaime Olbrich Neto, Faculdade de Medicina de Botucatu
    Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1983), Residencia médica em Pediatria pela Faculdade de Medicina de Botucatu, Mestrado em Medicina Tropical Botucatu pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996) e Doutorado em Medicina Tropical Botucatu pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001). Especialista em Alergia e Imunopatologia pela ASBAI .Atualmente é Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Faculdade de Medicina de Botucatu - Departamento de Pediatria.
  • Sandra Regina Leite Rosa Olbrich, Faculdade de Medicina de Botucatu
    Professora Doutora do Departamento de Enfemagem.
  • Natalia Leite Rosa Mori, Faculdade de Medicina de Botucatu
    Enfermeira, Mestre em Saúde Publica, Doutorando em Enfermagem
  • Ana Elisa de Oliveira, Faculdade de Medicina de Botucatu
    Graduanda de Enfermagem -
  • José Eduardo Corrente, Instituto de Biociências UNESP
    Prof Adjunto Departamento de Bioestatística, bacharel em matemática, consultor em Estatística do Grupo Auxilio a Pesquisa da Faculdade de Medicina.

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Pubblicato

2017-03-31

Fascicolo

Sezione

Artigos