Ponto de vista de professoras de escolas municipais do ensino fundamental de Araçatuba (SP) sobre as parasitoses
DOI:
https://doi.org/10.23901/Parole chiave:
enfermidades parasitárias, ensino fundamental, escolas, professorasAbstract
O objetivo deste trabalho foi investigar o grau de conhecimento de professoras sobre as principais enfermidades parasitárias e verificar, após palestras, a assimilação do conteúdo ministrado. Foram entrevistadas 60 educadoras de 18 escolas municipais de ensino fundamental de Araçatuba, SP sobre parasitoses. Após esta etapa, foram ministradas palestras de curta duração sobre infecções por helmintos, ectoparasitos e protozoários. Em seguida, foram repetidas as mesmas perguntas referentes ao assunto para metade das pessoas envolvidas. Em se tratando do grau de escolaridade das professoras envolvidas, 6,66% apresentavam apenas 2º grau completo (magistério), 8,33% não completaram ou ainda cursam o ensino superior e 85,00% eram graduadas. A análise estatística descritiva revelou que, antes da execução das palestras, 93,33%, 46,66% e 16,66% das professoras responderam que tiveram casos de alunos com pediculose, helmintoses e escabiose respectivamente, sendo que a primeira destas é a afecção mais conhecida e compreendida pelas educadoras, como foi visto neste trabalho. Apenas 61,66% das professoras souberam diferenciar as enfermidades do complexo teníase-cisticercose. Após a explanação do extensionista, 96,66% souberam diferenciar estas duas enfermidades. Em relação à principal via de transmissão da toxoplasmose, dentre as entrevistadas, 86,66% incriminaram os felinos, 70,00% citaram a pomba, apenas uma professora sugeriu produtos cárneos e 28,33% não sabiam nada sobre o assunto. Após a palestra, quanto às formas de transmissão, 93,33% entenderam o papel do gato na enfermidade e 96,66% dos produtos cárneos. Quanto à leishmaniose visceral, 68,33% das entrevistadas referiram a espécie canina como a transmissora da doença e 91,66% incriminaram o vetor flebotomíneo. Na averiguação pós-palestra, foi demonstrado que 100% das educadoras não indicaram o cão na transmissão direta da infecção por Leishmania spp. A partir dos dados obtidos, foi possível inferir que há a necessidade da implantação de programas de conscientização em educação sanitária nas escolas de ensino fundamental direcionados ao aprendizado dos conceitos básicos sobre o reconhecimento e a profilaxia destas enfermidades parasitárias.Riferimenti bibliografici
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