Conversando sobre saúde reprodutiva e sexualidade nas escolas
DOI :
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2017v13n1p137-151Mots-clés :
Saúde. Sexualidade. Adolescentes. Escola. Oficinas.Résumé
O presente projeto teve como objetivo orientar e desmistificar temas que envolvem a sexualidade, métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). As atividades foram desenvolvidas no ano de 2014, junto a estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II de uma Unidade Municipal de Ensino da cidade de Santos/SP. A abordagem metodológica baseou-se em rodas de conversa e oficinas com atividades lúdicas, utilizando modelos didáticos quando necessário. Ao término do projeto, os estudantes responderam a um instrumento de avaliação elaborado em escala Likert, que contemplava os temas e abordagens utilizadas, a percepção de aprendizagem dos participantes e o desempenho dos extensionistas. No final da avaliação, foi destinado um espaço para o relato das impressões pessoais, comentários e opiniões, os quais corresponderam à coleta de dados de natureza qualitativa. Os dados quantitativos foram analisados através do teste não paramétrico Kruskal-Wallis e pós-teste de Dunn. Como resultados, obtivemos boa receptividade e aceitação dos estudantes em relação às atividades realizadas. A metodologia dinâmica e o envolvimento dos estudantes na proposição dos temas abordados contribuíram para o maior interesse pelas atividades. Temas relacionados à sexualidade, como sexo seguro, DSTs e gravidez na adolescência despertaram o interesse dos jovens participantes que, de modo geral, estavam prestes ou vivenciando suas primeiras experiências sexuais. Apesar do projeto ter cumprido seu propósito, a análise estatística dos resultados indicou que o mesmo permitiu que os estudantes adquirissem novos conhecimentos relacionados às DSTs, mas a aquisição desses conhecimentos não necessariamente resultou na mudança de postura dos jovens. Esses achados reforçam a importância da execução de projetos e campanhas que trabalhem a Educação Sexual junto ao público jovem.Références
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Diretrizes para implantação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
________. Ministério da Saúde; ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA – UNESCO; FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA – UNICEF. Pesquisa “Saúde e Educação: cenários para a cultura de prevenção nas escolas”: briefing. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
________. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Adolescentes e jovens para a educação entre pares: –saúde e prevenção nas escolas. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/publicacao/adolescentes-e-jovens-para-educacao-entre-pares-spe>. Acesso em: 24 ago. 2015.
________. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Adolescentes e jovens para a educação entre pares: sexualidades e saúde reprodutiva. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS (FORPROEX). Plano Nacional de Extensão Universitária. Ilhéus: Editus, 2001. (Coleção Extensão Universitária, v. 1). Disponível em: <https://www.ufmg.br/proex/renex/index.php?option=com_content&view=article&id=45&Itemid=20>. Acesso em: 9 set. 2016.
CARELLI, A. Sexualidade do passado ao presente. In: DIEHL, A.; VIEIRA, D. (Org.). Sexualidade: do prazer ao sofrer. São Paulo: Roca, 2013. p. 1-38.
GOHN, M. G. Educação não formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 14, n. 50, p. 27-38, 2006.
GONÇALVES, C. et al. Infecções sexualmente transmissíveis. In: DIEHL, A.; VIEIRA, D. (Org.). Sexualidade: do prazer ao sofrer. São Paulo: Roca, 2013. p. 337-372.
MORAES, M. C. Paradigma educacional emergente. 13. ed. Campinas: Papirus, 2011.
PAYÁ, R. Família e sexualidade. In: DIEHL, A.; VIEIRA, D. (Org.). Sexualidade: do prazer ao sofrer. São Paulo: Roca, 2013. p. 563-584.
SILVA, M. Sala de aula interativa. 5. ed. Rio de Janeiro: Loyola, 2010.
SIMONETTI, V. (Org.). Sexo e sexualidade sem mistérios. São Paulo: Educacional, 2005.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria Estadual de Saúde. Dados para repensar a Aids no Estado de São Paulo: resultados da parceria entre Programa Estadual DST/Aids e Fundação Seade. São Paulo: Fundação Seade, 2010.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Sexual and reproductive health. Geneva: WHO, 2006. Disponível em: <http://www.who.int/reproductivehealth/topics/sexual_health/sh_definitions/en/#>. Acesso em: 8 jan. 2015
Téléchargements
Publié
Numéro
Rubrique
Licence
© Revista Ciência em Extensão 2021

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution 4.0 International.
O/a(s) autor/a(es/s) que publicar(em) nesta revista concorda(m) com as seguintes condições:
- Os direitos morais de autoria e de integridade da obra são do/a(s) autor/a(es/s).
- Os autores concedem à RCE o direito de primeira publicação.
- Seguindo a recomendação da Unesco, os textos são publicados sob a licença Creative Commons CC BY 4.0, que “permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original”.
- Os autores podem disponibilizar a versão publicada em repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e outros meios de divulgação, desde que seja indicada a publicação original na revista.
- A revista incentiva a ampla disseminação da versão publicada após a conclusão do processo editorial.
- Os termos de cessão de uso de imagem são de responsabilidade dos autores.