Imágenes, vinculación y salud: experiencia con talleres terapéuticos para mayores
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2021v17p325-340Palabras clave:
Envejecimiento, grupo, salud de las personas mayores, Arte, Psicología.Resumen
Las personas mayores tienen garantizado por Constitución el derecho a una atención integral para que puedan vivir un envejecimiento activo y saludable. Por lo tanto, se objetivó discutir las actividades de promoción de la salud que se realizan junto a las personas mayores a través de la facilitación de talleres terapéuticos expresivos por parte de estudiantes de la carrera de Psicología en una universidad pública del norte de Paraná, a partir de los presupuestos de un grupo operativo. Se trata de un relato de una experiencia de extensión en un servicio de convivencia y fortalecimiento de vínculos. En los talleres participaron de cada encuentro entre tres y once personas mayores, en un total de doce encuentros con rondas de conversaciones mediadas por el uso de imágenes -en su mayoría-, sonidos y movimientos. Se trabajaron temas como historia de vida, autoimagen, cambios, enfermedades, autoconocimiento, autocuidado y redes de apoyo. Para registrar los datos de la intervención, se utilizó como instrumento el diario de campo. Los resultados fueron sistematizados y analizados con el fin de discutir las aproximaciones entre lógica asistencial, acciones de salud y prácticas psicológicas con sesgo terapéutico, señalando la importancia de insertar una acción alineada con la demanda y la comunicación de calidad con el servicio. Esta construcción colectiva buscó que los participantes se involucraran activamente a partir de propuestas que fomentaron la autonomía del individuo, la cooperación, la reflexión y el pensamiento creativo. Además, ante la alta demanda de un espacio del habla, se notó que, a pesar de los obstáculos para el desarrollo del grupo, la convivencia grupal permitió la vinculación, la empatía y la acogida entre los participantes, a través del uso de recursos para la expresión de sentimientos, deseos y pensamientos. Con ello, se abordó la experiencia del envejecimiento, que ha permitido reverberaciones afectivas, fortalecimiento de vínculos interpersonales y aprendizaje. Por ende, los talleres terapéuticos funcionaron como estrategias de promoción de la salud en un espacio socio-asistencial que preconiza la atención integral a las personas mayores.
Referencias
BALDIN, T.; MAGNABOSCO-MARTINS, C. R. Oficinas artísticas na universidade aberta para a terceira idade: contribuições para a qualidade de vida de idosos. Rev. Conexão UEPG, Ponta Grossa, v. 11, n.1, abr. 2015. Disponível em: <https://revistas2.uepg.br//index.php/conexao/article/view/6410/0>. Acesso em: 23 nov. 2020.
BEZERRA, P. V.; BALDIN, T.; JUSTO, J. S. Oficinas de Psicologia com idosos e as possibilidades de ressignificações do presente e futuro. Rev. Kairós Gerontologia, v. 18, n. 3, set. 2015. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/29333>. Acesso em 23 nov. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde Mental no SUS: Os Centros de Atenção Psicossocial. Brasília: MS, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Estatuto do Idoso. 3 ed. Brasília: MS, 2013.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Orientações técnicas para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para as Pessoas Idosas. Brasília: MDS, 2012.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Perguntas Frequentes: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Brasília: MDS, 2017.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social PNAS/2004: Norma Operacional Básica NOB/SUA. Brasília: MDS, 2005.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Caderno De Orientações: Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Articulação necessária na Proteção Social Básica. Brasília: MDS, 2016.
CASTANHO, P. C. G. O momento da tarefa no grupo: aspectos psicanalíticos e psicossociais. Rev. SPAGESP, Ribeirão Preto, v. 8, n. 2, p. 13-22, dez. 2007. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702007000200003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 21 dez. 2020.
______. Uma introdução aos grupos operativos: Teoria e técnica. Vínculo, v. 9, n. 1, p. 47-60, jun. 2012. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-24902012000100007&lng=pt&nrm=iso> . Acesso em 21 dez. 2020.
DE ÁVILA, A. H.; GUERRA, M.; MENESES, M. P. R. Se o velho é o outro, quem sou eu? A construção da auto-imagem na velhice. Pensamiento Psicológico, v. 3, n. 8, p. 7-18, 2007. Disponível em <https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=80130802 >. Acesso em 17 dez. 2020.
FISCMANN, J. B. Como agem os grupos operativos. In: ZIMERMAN, D. E.; OSÓRIO, L. C. (Org.). Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sinopse do Censo Demográfico: 2010. Rio de Janeiro. 2011. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv49230.pdf>. Acesso em 30 jun. 2019.
NOGUEIRA, A. L. G. et al. Fatores terapêuticos identificados em um grupo de Promoção da Saúde de Idosos. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 47, n. 6, p. 1352-1358, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342013000601352&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 21 dez. 2020.
OLIVEIRA, R. C. M. (Entre)linhas de uma pesquisa: o diário de campo como dispositivo de (in)formação na/da abordagem (auto)biográfica. Rev. Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, v. 2, n. 4, 2014. Disponível em: <https://www.revistas.uneb.br/index.php/educajovenseadultos/article/view/1059>. Acesso em 18 nov. 2020.
PAIM, J. S. Modelos de atenção à saúde no Brasil. In: GIOVANELLA, L.; ESCOREL, S.; LOBATO, L. V. C.; NORONHA, J. C.; CARVALHO, A. L. (Orgs.). Políticas e sistemas de saúde no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2013.
PHILIPPINI, A. Linguagens e Materiais Expressivos em Arteterapia: Uso, Indicações e Propriedades. Rio de Janeiro: Wak, 2009.
PICHON-REVIÈRE, E. O processo Grupal. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
POSSAMAI, V. D. Percepção dos idosos participantes de um programa de extensão sobre os pressupostos da política de envelhecimento ativo. 2017. 113 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017. Disponível em: <https://lume.ufrgs.br/handle/10183/171262>. Acesso em 21 dez. 2020.
REIS, A. C. dos. Arteterapia: a arte como instrumento no trabalho do Psicólogo. Psicol. Cienc. Prof., Brasília, v. 34, n. 1, p. 142-157, mar. 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932014000100011&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 16 nov. 2020.
RIBEIRO, P. C. C. A psicologia frente aos desafios do envelhecimento populacional. Gerais, Rev. Interinst. Psicol., Juiz de Fora, v. 8, p. 269-283, dez. 2015. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-82202015000200009&lng=pt&nrm=iso >. Acesso em 30 jun. 2019.
SÁ, S. P. C. et al. Oficinas terapêuticas para cuidadores de idosos com demência: atuação da enfermagem no programa interdisciplinar de geriatria e gerontologia da UFF. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., v. 9, n. 3, p. 101-114, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext & pid=S1809-98232006000300101 & lng= pt nrm=iso >. Acesso em: 03 jul. 2019.
SAMPAIO, J.; SANTOS, G. C.; AGOSTINI, M.; SALVADOR, A. S. Limites e potencialidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no sertão de Pernambuco. Interface (Botucatu), Botucatu, v. 18, supl. 2, p. 1299-1311, 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832014000601299&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 21 dez. 2020.
SOARES, A. N.; REINALDO, A. M. S. Oficinas terapêuticas para hábitos de vida saudável: um relato de experiência. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 391-398, jun. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452010000200025&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 02 jul. 2019.
SOUZA, L. G. S.; PINHEIRO, L. B. Oficinas terapêuticas em um Centro de Atenção Psicossocial – álcool e drogas. Aletheia, Canoas, n. 38-39, dez. 2012. Disponível em: <http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/aletheia/article/view/3375>. Acesso em: 01 jul. 2019.
VALLADARES, A. C. A. et al. Reabilitação psicossocial através das oficinas terapêuticas e/ou cooperativas sociais. Rev. Eletrônica de Enfermagem, v. 5, n. 1, 2003. Disponível em: <https://www.revistas.ufg.br/fen/article/view/768>. Acesso em: 02 jul. 2019.
ZIMERMAN, D. E. Grupoterapia psicanalítica. In: ZIMERMAN, D. E.; OSÓRIO, L. C. (Org.). Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Revista Ciência em Extensão

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
O/a(s) autor/a(es/s) que publicar(em) nesta revista concorda(m) com as seguintes condições:
- Os direitos morais de autoria e de integridade da obra são do/a(s) autor/a(es/s).
- Os autores concedem à RCE o direito de primeira publicação.
- Seguindo a recomendação da Unesco, os textos são publicados sob a licença Creative Commons CC BY 4.0, que “permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original”.
- Os autores podem disponibilizar a versão publicada em repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e outros meios de divulgação, desde que seja indicada a publicação original na revista.
- A revista incentiva a ampla disseminação da versão publicada após a conclusão do processo editorial.
- Os termos de cessão de uso de imagem são de responsabilidade dos autores.