Reduction of harm caused by alcohol consumption among indigenous people of Tocantins: reflections from an intercultural dialogue

Authors

DOI:

https://doi.org/10.23901/1679-4605.2021v17p281-295

Keywords:

Harm reduction. Alcohol consumption. Indigenous people. Intercultural dialogue.

Abstract

This work reports on the experiences of the Regional Reference Center on Alcohol and Drugs, of the Federal University of Tocantins (CRR SUL-UFT), with the Akwe Xerente indigenous community in the state of Tocantins. In workshops held with indigenous leaders and health professionals (indigenous and non-indigenous) working with this community, the CRR SUL-UFT teachers led debates on the themes of alcohol addiction, prohibition, cultural differences, and possibilities for interventions by health teams and the wider community. The activities resulted in the reflections that we present and in the identification of alternatives to the prohibitionist perspective, widespread among indigenous peoples, in addition to giving visibility to emic interpretations concerning this issue.

   

Author Biographies

  • Reijane Pinheiro da Silva, Federal University of Tocantins
         
  • César Gustavo Moraes Ramos, Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul
         

References

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.htm. Acesso em: 27 de junho de 2015.

CUNHA, Manuela Carneiro. Os índios no direito brasileiro hoje. In: CUNHA, Manoela Carneiro da. Os direitos do índio, ensaios e documentos. São Paulo: Brasiliense, 1987.

DSEI,TO. Distrito Especial Sanitário Indígena do Tocantins. Sistema de Informação Interna. Dados sobre etnias do Tocantins. Palmas,TO, 2013.

EDWARDS, Grifith, Gross Milton. Alcohol dependence: Provisional description of a clinical syndrome.British Medical Journal, 1976.

ELIAS, Lucília de Almeida. BASTOS, Franscico Inácio. Saúde Pública, Redução de Danos e a Prevenção das Infecções de Transmissão Sexual e Sanguínea: revisão dos principais conceitos e sua implementação no Brasil. Revista Ciência e Saúde Coletiva. 2011.

FERNANDES, João A. Selvagens e bebedeiras: álcool, embriaguez e contatos culturais no Brasil colonial. 2004. 373 f. Tese (Doutorado em História). Programa de Pós Gradução a História, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Riode Janeiro, 2004.

LANGDON, Jean E. O que beber como beber e quando beber: O contexto sociocultural no alcoolismo entre as populações indígenas. In: Anais do Seminário sobre Alcoolismo e DST/AIDS entre os Povos Indígenas. Brasília, 2013, p. 149-165.

LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. 8. ed. Campinas: Papirus, 1989.

________O cru e o cozido: Mitológicas I. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

________ Do mel às cinzas: Mitológicas II. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

MAYBURY-LEWIS, D. Dialectical societies: the Gê and Bororo of Central Brazil. Cambridge: Harvard University Press, 1979.

_______________________O Selvagem e o Inocente. Campinas: Ed. Da Unicamp, 1990. 430 p.

MELATTI, Júlio.César. A situação dos craôs na área pastoril do Tocantins. Rio de Janeiro: UFRJ, 1967.

MOI, Flávia P. Os Xerente: um enfoque etnoarqueológico. São Paulo, Annablume, 2007.

NIMUENDAJÚ, Curt. The Serente. Los Angeles: The Southwest Museum, 1942. 116.p.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT. Convenção n° 169 sobre povos indígenas e tribais e Resolução referente à ação da OIT / Organização Internacional do Trabalho. - Brasilia: OIT, 2011.

PERDUCA, Marco. Vamos criminalizar a Proibição. In: Acselrad G, organizadora. Avessos do Prazer: drogas, Aids e direitos humanos. 2.ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005.p.51-63.

REIS, Mariana. Saúde é desafio para etniasdo TO. Jornal do Tocantins. 2014, Jul; Estado, 7.

RIBEIRO, Darcy. Os Índios e a civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. 5.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

SAHLINS, Marshal. Ilhas de história. Rio de janeiro: Zahar, 2003

SILVA, Reijane P. O índio negado e o índio desejado: a “pacificação” dos Indígenas na construção da identidade do Tocantins. Revista Tellus. Campo Grande, v. n. 19, p. 145-162, 2010.

SILVA, Reijane Pinheiro e SOUSA, Apoliana Ribeiro. Alcoolismo e uso do álcool entre os Akwen Xerente do Tocantins: a perspectiva indígena”. RBSE – Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, v. 14, n. 42, p. 109-120, dez de 2015.

SOUZA, João. A. Aguiar. Alcoolismo em população Terena no Estado do Mato Grosso do Sul: Impacto da sociedade envolvente. In: Anais do Seminário sobre Alcoolismo e DST/AIDS entre os Povos Indígenas: 2001. Brasília, DF: Ministério da Saúde: 2001. p. 149-165.[acesso 10 de Jun 2013]. Disponível em: www.google.com.br

SOUZA, Juberly A. O uso de bebidas alcoólicas nas sociedades indígenas: algumas reflexões sobre os kaingáng da bacia do rio Tibagi, Paraná. In. COIMBRA et all (Org). Epidemiologia e saúde dos povos indígenas no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ; 2005. p.149-167.

SOUZA, Maximiliano Loiola Ponte de. SCHWEICKARDT, Júlio César; GARNELO, Luíza. O processo de alcoolização em populações indígenas do Alto Rio Negro e as limitações do CAGE como instrumento de screening para dependência ao álcool. Rev. psiquiatria. Clínica. São Paulo , v. 34, n. 2, p. 90-96, 2007 .

Published

2022-12-19

Issue

Section

Relatos de experiências extensionistas