Assistência e cuidado da pessoa com deficiência na atenção básica
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2020v16p69-83Keywords:
Pessoas com Deficiência, Atenção Primária à Saúde, Capacitação Profissional.Abstract
Este trabalho teve como objetivo contribuir para o aperfeiçoamento profissional do cuidado às Pessoas com Deficiência (PcD) na Estratégia Saúde da Família no município de Teixeira de Freitas. Trata-se de um estudo transversal, de caráter quanti-qualitativo, que foi realizado junto aos profissionais ligados à Atenção Básica. Foi utilizado o método da pesquisa-ação, em que os profissionais foram convidados a participar de uma intervenção, no formato de capacitação. No início e logo após o termino de cada capacitação, foi aplicado um questionário semiestruturado, para avaliar se houve aumento na frequência de acertos após a intervenção, sendo nomeados questionários de ‘pré-teste’ e ‘pós-teste’, respectivamente. Foi detectado um baixo índice de acertos (15,2%) no pré-teste, quanto à utilização do termo correto (PcD), tendo um aumento expressivo desse percentual no pós-teste (69,6%). A maior parte dos participantes demonstraram conhecimento relacionado ao conceito de acessibilidade definido pela lei nº 13.146/2015. Pode-se perceber que a capacitação profissional contribuiu para o aprimoramento do cuidado às PcD, uma vez que os resultados das respostas dos participantes obtidas no pós-teste foram positivos. Porém, é relevante destacar a importância da constante explanação dos assuntos relacionados aos direitos da PcD, tanto na área da saúde quanto nos outros setores da sociedade.References
ABNT. ABNT NBR 9050. 3. ed. [s.l: s.n.].
BACKES, D. S. et al. O Sistema Único de Saúde idealizado versus o realizado: contribuições da Enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 22, n. 6, p. 1026–1033, 2014.
BALDISSERA, A. Pesquisa-ação: uma metodologia do “conhecer” e do “agir” coletivo. Sociedade em Debate, v. 7, n. 2, p. 5–25, 2001.
BARROS, F. P. C. DE; SOUSA, M. F. DE. Equidade: seus conceitos, significações e implicações para o SUS. Saúde e Sociedade, v. 25, n. 1, p. 9–18, 2016.
BATISTA, K. B. C.; GONÇALVES, O. S. J. Formação dos Profissionais de Saúde para o SUS: significado e cuidado. Saúde e Sociedade, v. 20, n. 4, p. 884–899, 2011.
BORTOLINI, S. et al. Acessibilidade física. In: ANDRÉA POLETTO SONZA et al. (Eds.). . Acessibilidade e tecnologia assistiva: Pensando a inclusão sociodigital de PNEs. 1. ed. Bento Gonçalves - RS: Ministério da Educação, 2013. p. 368.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria no 793. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Resultados Preliminares da Amostra - Censo 2010. Disponível em: <http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/indicadores/censo-2010>. Acesso em: 5 jun. 2018.
BRASIL. Lei No 13.146. . 2015, p. 1–31.
FRANÇA, E. G. DE et al. Dificuldades de profissionais na atenção à saúde da pessoa com surdez severa. Ciencia y Enfermeria, v. 22, n. 3, p. 107–116, 2016.
HALEN, S. VAN DER; FOSSATTI, P.; KORTMANN, G. M. L. Inclusão de Pessoas Com Deficiência (Pcd) na educação superior: um olhar a partir das políticas de inclusão. v. IV, p. 79–97, 2015.
IBGE. Censo Demográfico 2010. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2012.
IBGE. IBGE | Brasil em Síntese | Bahia | Teixeira de Freitas | Panorama. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/teixeira-de-freitas/panorama. Acesso em: 5 jun. 2018.
MARQUES, J. F. et al. Acessibilidade física na atenção primária à saúde: um passo para o acolhimento. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 39, p. 2017–2023, 2018.
MARQUETE, V. F.; OSTA, M. A. R.; TESTON, E. F. Comunicação com deficientes auditivos na ótica de profissionais de saúde. Revista Baiana de Enfermagem?, v. 32, n. 0, 20 mar. 2018.
NÓBREGA, J. D. et al. Identidade surda e intervenções em saúde na perspectiva de uma comunidade usuária de língua de sinais. Ciência e Saúde Coletiva, v. 17, n. 3, p. 671–679, 2012.
OLIVEIRA, Y. C. A. DE; CELINO, S. D. D. M.; COSTA, G. M. C. Comunicação como ferramenta essencial para assistência à saúde dos surdos. Revista Saúde Coletiva, v. 25, n. 1, p. 307–320, 2015.
PICHETH, S. F.; CASSANDRE, M. P.; THIOLLENT, M. J. M. Analisando a pesquisa-ação à luz dos princípios intervencionistas: um olhar comparativo. Educação, v. 39, n. n. especial, p. s3–s13, dez. 2016.
SASSAKI, R. K. Inclusão: o paradigma do século 21. Revista da Educação Especial, v. 1, n. 1, p. 19–23, 2005.
SILVA, R. DE A. E et al. Políticas públicas para inclusão social na deficiência – Revisão sistemática*. Avaces en Enfermería, v. 30, n. 2, p. 13–24, 2012.
SOUSA, E. M. DE; ALMEIDA, M. A. P. T. Atendimento ao surdo na atenção básica: perspectiva da equipe multidisciplinar. Revista Multidisciplinar e de Psicologia, v. 10, n. 33, p. 72–82, 2017.
TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 3, p. 443–466, 2005.
WALBER, V. B.; SILVA, R. N. DA. As práticas de cuidado e a questão da deficiência: integração ou inclusão? Estudos de Psicologia, v. 23, n. 1, p. 29–37, 2006.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Relatório mundial sobre a deficiência. São Paulo: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, 2012.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2021 Revista Ciência em Extensão

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O/a(s) autor/a(es/s) que publicar(em) nesta revista concorda(m) com as seguintes condições:
- Os direitos morais de autoria e de integridade da obra são do/a(s) autor/a(es/s).
- Os autores concedem à RCE o direito de primeira publicação.
- Seguindo a recomendação da Unesco, os textos são publicados sob a licença Creative Commons CC BY 4.0, que “permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original”.
- Os autores podem disponibilizar a versão publicada em repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e outros meios de divulgação, desde que seja indicada a publicação original na revista.
- A revista incentiva a ampla disseminação da versão publicada após a conclusão do processo editorial.
- Os termos de cessão de uso de imagem são de responsabilidade dos autores.