Instrumentalização de idosos para a utilização de equipamentos do cotidiano: relato de experiência.
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2011v7n3p13Resumo
Introdução: O aumento da população idosa tem demandado o desenvolvimento de novos papéis principalmente para os idosos ativos que buscam desenvolver projetos futuros e acompanhar as mudanças tecnológicas. Objetivos: Descrever o trabalho de instrumentalização de idosos para o uso de equipamentos eletrônicos do cotidiano. Métodos: Trata-se de um relato de experiência, da intervenção desenvolvida no Projeto de Inclusão Digital do Idoso-PIDI, no período de agosto/2010 a agosto/2011. Discussão e Resultados: Quanto à caracterização do Projeto: este ocorre há 1 ano, com aulas teórico-práticas de 90 minutos 1x/semana, no período de 8 semanas no Espaço de Cultura e Extensão Universitária-ECEU da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Participaram neste período cerca de 130 idosos ativos, faixa etária entre 60-85 anos de diferentes graus de escolaridade. A equipe de trabalho é formada por uma docente, alunos do curso de Terapia Ocupacional e Informática Biomédica, bolsistas do Programa Aprender com Cultura e Extensão e Ensinar com Pesquisa da Universidade de São Paulo e Apoio à Difusão do Conhecimento do CNPq. Quanto aos objetivos e à natureza das atividades desenvolvidas: O objetivo do PIDI é desenvolver ações de instrumentalização de idosos para o uso de equipamentos do cotidiano tais como o aparelho celular, controle remoto de TV/DVD, máquinas fotográficas e filmadoras, aparelhos voltados à saúde, entre outros. Caracterização das atividades: São desenvolvidas aulas teóricas utilizando multimídia e práticas utilizando aparelhos demonstrativos e do próprio idoso. São oferecidos plantões de dúvidas para atendimento individualizado e materiais de apoio como folders e apostilas. Ingresso no Projeto: Os idosos chegam por demanda espontânea, inicialmente são coletadas informações sócio-econômicas, informações sobre os aparelhos que possuem, freqüência de uso e dificuldades que apresentam para manuseio destes. Após o período de intervenção há uma avaliação do aprendizado e identificação de mudanças no cotidiano. A equipe se reúne periodicamente para discussão e avaliação dos trabalhos desenvolvidos. Conclusão: Tendo em vista as dificuldades que os idosos apresentam frente às novas tecnologias, o projeto teve como intuito instrumentalizar, melhorar a competência e as habilidades, trazer autonomia e independência. Através do contato intergeracional, os idosos puderam trocar experiências, compartilhar dificuldades e perceber que não estão sozinhos no processo de inclusão e que podem aprender e tornarem-se cada vez mais independentes quanto ao uso destas tecnologias, mudando positivamente sua vida cotidiana. Nota-se uma melhora da auto-estima por parte dos idosos e autovalorização a partir do momento que percebem sua capacidade de enfrentar novos desafios.
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