Valor nutricional da alimentação escolar oferecida em uma rede municipal de ensino
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2012v8n2p134-143Palavras-chave:
Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Merenda escolarResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar o valor energético e nutricional das preparações da merenda escolar oferecidas aos escolares matriculados na rede municipal de ensino de Botucatu-SP. Foram avaliados os macronutrientes (proteínas, lipídeos), energia, vitaminas A e C, cálcio, zinco, ferro, magnésio e o sódio, além da fibra alimentar, por meio de software para avaliação dietética, de acordo com cardápios oferecidos. Os dados observados foram comparados com os padrões estabelecidos pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). As quantidades de vitamina A (162,1mg) e dos minerais magnésio (35,7mg), zinco (1,6mg) e ferro (10,5 mg) mostraram-se dentro das recomendações. Contudo, foram observados baixos valores para a vitamina C (4,19mg), para o cálcio (29,8mg) e para a fibra alimentar (3,66g); e altas concentrações de sódio (622,8mg). Os resultados evidenciam a necessidade de adequações no conteúdo nutricional das preparações oferecidas aos escolares, uma vez que estas representam significativo complemento na alimentação diária para a população em questão.
Referências
ALBANO, R. D.; SOUZA, S. B. Ingestão de energia e nutrientes por adolescentes de uma
escola pública. Jornal de Pediatria, Porto Alegre, v. 77, n. 6, p. 512-516, 2001.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/%0D/jped/v77n6/v77n6a15.pdf> Acesso em: 20
set. 2010.
BASILE, L. G.; BORGES,T. B. Insuficiência de cálcio e ferro na merenda escolar em
unidades municipais de ensino fundamental. Nutrire: Revista da Sociedade Brasileira de
Alimentação e Nutrição, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 25-37, 2006. Disponível em:
<http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/>. Acesso em: 20 set. 2010.
BATISTA FILHO, M. O controle das anemias no Brasil. Revista Brasileira Saúde
Maternal Infantil, Recife, v. 4, n. 2, p. 121-123, 2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v4n2/20997.pdf> Acesso em: 20 set. 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Programa Nacional da Merenda Escolar. Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação. Controle de qualidade e planejamento de
cardápios. Brasília, DF, 2001a.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. É
hora da merenda. Brasília, DF, 2001b. 52 p.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Alimentação escolar. Brasília, DF, 2009a. Disponível em:
<http://www.fnde.gov.br/index.php/ae-dados-estatisticos>. Acesso em: 24 nov. 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Resolução 038, 16/07/2009. Alimentação escolar. Brasília, DF, 2009b. Disponível
em:<http://www.fnde.gov.br/index.php/ae-legislacao> Acesso em: 13 nov. 2010.
DIAS, L. C. D.; CINTRA, R. M. G. de C.; SOUZA. J. T.; ARANHA, C. G. S. Valor nutricional da alimentação
escolar oferecida em uma rede municipal de ensino. Rev. Ciênc. Ext. v.8, n.2, p.134-143, 2012.
COSTA, F. P; MACHADO, S. H. O consumo de sal e alimentos ricos em sódio pode
influenciar na pressão arterial das crianças. Ciências e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro,
v. 15,supl.1, p.1383-1389, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script
=sci_arttext&pid=S1413-81232010000700048> Acesso em: 17 nov. 2010.
CRUZ, G. F. Avaliação dietética em creches municipais de Teresina, Piauí, Brasil.
Revista de Nutrição, Campinas, v. 14, n. 1, p. 21-32, 2001. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732001000100004>
Acesso em: 20 set. 2010.
DIETARY REFERENCE INTAKES for Energy, Carbohydrate. Fiber, Fat, Fatty Acids,
Cholesterol, Protein, and Amino Acids (macronutrients). Food and Nutrition Board Institute
of Medicine, 2002. Disponível em: <http://www.nap.edu/>. Acesso em: 20 set. 2010.
FLÁVIO, E. F.; BARCELOS, M. F. P.; LIMA, A. L. Avaliação química e aceitação da
merenda escolar de uma escola estadual de Lavras - MG. Ciências Agrotécnicas,
Lavras, v. 28, n. 4, p. 840-847, jul./ago. 2004. Disponível em:
<http://www.editora.ufla.br/revista/28_4/art16.PDF> Acesso em: 20 set. 2010.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). POF 2008-2009:
antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil.
Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?
id_noticia=1699&id_pagina=1>. Acesso em: 17 nov. 2010.
MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10. ed. São
Paulo: Roca, 2000.
OLBRICH NETO, J. et al. Avaliação nutricional em crianças de uma instituição de ensino.
A escola que alimenta? Revista Ciência em Extensão, São Paulo, v. 6, n. 1, p. 1, 2010.
Disponível em: <http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/article/view/85/335>. Acesso
em: 20 set. 2010.
PIPITONE, M. A. P. et al. Atuação dos conselhos municipais de alimentação escolar na
gestão do programa nacional de alimentação escolar. Revista de Nutrição, Campinas,
v.16, n. 2, p. 143-154, 2003. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141552732003000200001&script=sci_arttext&tlng=
es> Acesso em 20 set. 2010.
SILVA, M. V. Alimentação na escola como forma de atender às recomendações
nutricionais de alunos dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPS). Cadernos
de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 14, n.1, p. 171-180, 2005. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102311X1998000100025&script=sciarttext&tlng=e
s> Acesso em: 20 set. 2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO. Nutwin ®. Programa de Apoio à Nutrição.
Atualizado em 8 jun. 2005.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2021 Revista Ciência em Extensão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O/a(s) autor/a(es/s) que publicar(em) nesta revista concorda(m) com as seguintes condições:
- Os direitos morais de autoria e de integridade da obra são do/a(s) autor/a(es/s).
- Os autores concedem à RCE o direito de primeira publicação.
- Seguindo a recomendação da Unesco, os textos são publicados sob a licença Creative Commons CC BY 4.0, que “permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original”.
- Os autores podem disponibilizar a versão publicada em repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e outros meios de divulgação, desde que seja indicada a publicação original na revista.
- A revista incentiva a ampla disseminação da versão publicada após a conclusão do processo editorial.
- Os termos de cessão de uso de imagem são de responsabilidade dos autores.