Ecomangue vai à escola: extensão universitária para conservação dos manguezais
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2022v18n1p288-304Palavras-chave:
Ceará coleções biológicas educação ambiental, Institutos Federais.Resumo
O manguezal é um ecossistema costeiro de grande importância ecológica e econômica e, apesar de fornecer diversos bens e serviços ambientais, vem sofrendo impactos antrópicos negativos. Assim, a implantação e consolidação de ações e programas de educação ambiental são fundamentais para sua conservação. Nesse contexto, o Laboratório de Ecologia de Manguezais, o ECOMANGUE, vem atuando, coletando, identificando e organizando amostras representativas da fauna e flora do manguezal do estuário do rio Acaraú, em uma coleção biológica. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi engajar o público-alvo, de forma interativa e atraente, em temas relativos à ciência e à conservação do ecossistema manguezal. Nesse intuito foram realizadas exposições itinerantes em escolas ou em eventos públicos. Também houve a promoção de visitas ao laboratório e como aulas de campo, disseminando uma nova cultura de pensamento sobre o ecossistema. Em cada ação, após a apresentação sobre o ecossistema manguezal, seu modo de funcionamento, suas funções ecológicas e econômicas, foi realizada a exibição do acervo biológico do laboratório, apresentando curiosidades, importância dos animais e da vegetação. Esse acervo, quando exposto para comunidade forneceu materiais didático-pedagógicos para professores de Ciências e tornou as aulas mais atrativas e assimiláveis pelos discentes, além de despertar o interesse do público em geral pelo ecossistema manguezal e sua conservação. Esperemos assim fornecer possíveis soluções para amenizar os problemas ambientais locais e contribuir para formação de professores e valorização do magistério uma vez que alunos dos cursos de Licenciatura são agentes do processo de educação ambiental.
Referências
AZEVEDO, H.J.C.C; FIGUEIRÓ, R; ALVES, D.R; VIEIRA, V; SENNA, A.R. O uso de coleções zoológicas como ferramenta didática no ensino superior: um relato de caso. Revista Práxis, ano IV, n° 7, janeiro de 2012.
BRASIL. Regulamenta no âmbito federal, dispositivos da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, 27 de abril de 1999; 178º da Independência e 111° da República.
BRASIL. Lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012a. Estabelece o Código Florestal e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder executivo, Brasília, DF, 25 de mai. 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 25/11/2020.
BRASIL Congresso Nacional. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo. Brasília, DF, 30 dez. 2008, Seção 1, p. 1.
DUKE, N. C. Mangrove Floristics and Biogeography Revisited: Further Deductions from Biodiversity Hot Spots, Ancestral Discontinuities, and Common Evolutionary Processes. In: V.H. Rivera-Monroy et al. (eds.), Mangrove Ecosystems: A Global Biogeographic Perspective. n. 38, p. 17-53, 2017.
FIGUEIRA, M. R.; LIMA, M. J. G. S.; SELLES, S. L. E. A inserção da Educação Ambiental crítica na escola via extensão universitária. Revista Espaço do Currículo, João Pessoa, v. 11, n. 3, p. 356-369, 2018.
FORPROEX, Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus: UFSC, 2012.
GIRI, C.; OCHIENG, E.; TIESZEN, L.L.; ZHU, Z.; SINGH, A.; LOVELEND, T.; MASEK, J., DUKE, N. Status and distribution of mangrove forests of the world using earth observation satellite data. Global Ecology and Biogeography, United Kingdom, v.20, n.1, 154–159, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1111/j.1466-8238.2010.00584.x. Acesso em: 06/08/2020.
HOGARTH, P. J. The biology of mangroves and seagrasses. Oxford University Press.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ. Plano de Desenvolvimento Institucional 2019-2023. Brasília, 2018. Disponível em:
https://ifce.edu.br/instituto/documentos-institucionais/plano-de desenvolvimentoinstitucional/pdi-2019-23-versao-final.pdf/view. Acesso em: 25/09/2020.
KONDRAT. H; MACIEL. M. D. Educação ambiental para a escola básica: contribuições para o desenvolvimento da cidadania e da sustentabilidade. Revista Brasileira de Educação v. 18 n. 55 out.-dez. 2013.
LEÃO, A. PRATES, A. FUMI M. Manguezal e as unidades de conservação: Atlas dos Manguezais do Brasil / Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. – Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2018.
LEE, S. Y. JURGENE, P. FARID, D-G. KAREN, M. JARED, B. STEFANO, C. KAREN, D. FRANCOIS, F. NICO, K. CYRIL, M. IRVING, M. NIBEDITA, M. SYDNE, R. Ecological role and services of tropical mangrove ecosystems: a reassessment. Global Ecology and Biogeography, Australian, v. 23, p. 726-743, 2014.
MADI, A. P. L. M.; BOEGER, M.; LARCHER, L.; PELOZO, A. Estrutura do componente de regeneração natural e arbóreo de dois manguezais no estado do Paraná. Ciência Florestal, Santa Maria, v.26, nº1, p.159-170, jan-mar. de 2016.
MAIA, R. C. Manguezais do Ceará. 1 ed. Recife: Imprima, 2016. 55 p.
MAIA, R. C. SOUSA, K. N. S.; BENEVIDES, J. A. J.; AMORIM, V. G.; SOUSA, R. M. Impactos ambientais em manguezais no Ceará: causas e consequências. Conexões: Ciência e Tecnologia, Fortaleza, v. 13, n. 5, p. 69-77, 2019. Disponível em: http://conexoes.ifce.edu.br/index.php/conexoes/article/view/1797. Acesso em: 05/08/2020.
MARANDINO, M.; SELLES, S. E.; FERREIRA, M. S. Ensino de biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: Cortez, 2009.
MARTINS, C. T; HALASZ, M. R. T. Educação Ambiental nos Manguezais dos Rios Piraquêaçu e Piraquê-mirim. Boletim do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego, Campos dos Goytacazes/RJ, v. 5, n. 1, p. 177-187, jan./jun.2011.
MARTINS, E. D. F. Extensão como componente curricular: oportunidade de formação integral e de solidariedade. Ciência e Cognição, v. 13, n. 2, p. 201-209, 2008.
MENEZES, J. B. F; NOGUEIRA, A. P; PAIXÃO, G. C; Ponte, F. L; PEREIRA, L. M. G. Conceitos, práticas de educação ambiental e formação cidadã na escola. Ambiente & Educação Revista de Educação Ambiental. vol. 23, n. 1, 2018.
MILANO, M. Z.; ESTEVES, G. I. F.; FAVRETTO, E. A agroecologia vai às escolas de Rio do Sul – SC. In: Os “Nós” que fortalecem a Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica: experiência e expertises nos/dos Institutos Federais. Org. SOBRINHO, S. C.; PLACIDO, R. L.; RIBEIRO, E. A. W. Blumenal: IFC, 2019.
PAULA, A. L. S.; LIMA B. K. S.; MAIA, R. C. The recovery of a degraded mangrove in Ceará through the production of Laguncularia racemosa e (L.) C. F. Gaertn. (Combretaceae) and Avicennia sp. Stap fex Ridl (Acanthaceae) seedlings. Revista Árvore, Viçosa-MG, v. 40, n. 3, p. 377-385, 2016.
PINHEIRO; M. A. A.; TALAMONI, A. C. B. Educação Ambiental sobre Manguezais. 1. Ed. São Vicente: Campus do Litoral Paulista – Instituto de Biociências. 2018. 165 p.
QUEIROZ, E. D. Contribuições da educação ambiental crítica para o uso público sustentável em unidades de conservação. Revista Eletrônica Uso Público em Unidades de Conservação. Niterói, RJ. v. 1, n. 1, p. 88-99, 2013. Disponível em: https://periodicos.uff.br/uso_publico. Acesso em: 22/01/2021.
REZENDE, C. E. KAHN, J. R. PASSARELI, L. VÁSQUEZ, W. F. An economic valuation of mangrove restoration in Brazil. Ecological Economics, p. 296–302, 120, 2015.
SCHAEFFER-NOVELLI, Y. A diversidade do ecossistema manguezal. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Atlas dos Manguezais do Brasil. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2018. p.21-34. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/manguezais/atlas_dos_manguezais_do_brasil.pd. Acesso em: 20/03/2020.
SILVA, N. K. T.; SILVA, S. M. Educação ambiental e cidadania. Curitiba: IESDE. 176 p. 2009.
THIERS, P. R. L; MEIRELES, A. J. A; SANTOS, J. O. Manguezais na costa oeste cearense - preservação permeada de meias verdades. Editora Imprensa Universitária, Fortaleza, 2016. p. 126.
THIPLEHORN, C.A; JOHNSON, N.F. 2005. Borror and DeLong’s Introduction to the Study of Insects. 7th ed. Brooks Cole. 864pp.
TEIXEIRA, N. F. F.; MOURA, P. E. F.; MEIRELES, A. J. A. Educação ambiental em área de manguezal para o desenvolvimento sustentável e comunitário. Ambiente e Educação, v. 21, n. 2, p. 176-187., 2016.
TOMLINSON, P. B. The botany of mangroves. 2. Ed. University Press Cambridge, 2016. p 418.
TOSCANO, G. D. S. Extensão universitária e Formação cidadã. Editora da UFPB, João Pessoa, 2015. p. 381.
WOMMER, F.G.B. Coleções biológicas como estratégia para a Educação Ambiental. 2013. Monografia (Especialização em Educação Ambiental) - Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Rurais, Rio Grande do Sul.
YAMAZAKI, T; ANDRADE, I; COSTA, M, B. O laboratório de Ciências e a Realidade dos Docentes das Escolas Estaduais de São Carlos-SP. Revista Química Nova na Escola, São Paulo, v. 36, n. 3, p.208-2014, 2016.
ZIMMERMANN, M. H.; SILVEIRA, M. C. F.; CRISOSTIMO, A. L. A Extensão universitária intra/extramuros e a construção do conhecimento científico. In: A Extensão universitária e a produção do conhecimento: caminhos e intencionalidades. Org. CRISOSTIMO, A. L.; SILVEIRA, M. C. F. Editora da Unicentro, Guarapuava, 2017. p. 242.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Ciência em Extensão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. A publicação do artigo implica a cessão integral dos direitos autorais à Revista Ciência em Extensão. A reprodução total dos seus artigos em outras publicações, ou para qualquer outra utilidade, está condicionada à autorização por escrito do Editor da Revista Ciência em Extensão. O primeiro autor deverá acessar a página Cessão de Direitos Autorais e conforme o modelo disponibilizado deverá digitalizar a folha contendo as assinaturas na declaração de cessão dos direitos autorais por todos os autores e incluir como documento suplementar. As declarações de autorização para divulgação de imagens são de responsabilidade exclusiva dos autores. Caso não tenha acesso a todos os autores neste momento de excepcionalidade devido a COVID-19 utilize esta versão do TERMO DE CESSÃO – COVID-19.