Psicologia escolar, desenvolvimento humano e sexualidade: projetos de orientação sexual em instituições educacionais

Autores

  • Marisa Eugênia Melillo Meira UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
  • Any Bicego Queiroz UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
  • Izabela Assis de Oliveira UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
  • Roberta Quirino Moraes UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
  • Thaís Helena Oliveira UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru

DOI:

https://doi.org/10.23901/

Palavras-chave:

Orientação Sexual. Psicologia Escolar. Sexualidade. Desenvolvimento Humano. Educação.

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões construídas a partir da realização de projetos de orientação sexual desenvolvidos em escolas públicas. Partindo de um conceito de sexualidade como expressão de condições sociais, culturais e históricas nas quais os indivíduos estão inseridos, o objetivo geral destes trabalhos é o de propiciar uma visão científica, a mais ampla e profunda possível, no que diz respeito à sexualidade, além de preencher lacunas de informações, problematizar, levantar questionamentos de posições estanques e promover a ressignificação das informações e valores incorporados e vivenciados no decorrer da vida de cada criança ou jovem. Neste sentido a orientação sexual abrangeu o desenvolvimento sexual compreendido como saúde reprodutiva, relações interpessoais, afetividade, imagem corporal, auto-estima e relações de gênero e enfoca as dimensões fisiológicas, sociológicas e psicológicas da sexualidade. Diversos profissionais podem atuar como orientadores sexuais, mas neste artigo serão analisadas algumas peculiaridades que permeiam o desenvolvimento deste tipo de projeto realizado por profissionais da Psicologia. Este trabalho envolveu atividades com os alunos, a família e os professores. O trabalho com os alunos foi realizado uma vez por semana em encontros de 1h e 30 minutos no horário regular de aulas durante todo o ano letivo de 2004. Nas salas em que atuamos diretamente os professores participaram o tempo todo das atividades desenvolvidas com os alunos e de encontros semanais nos quais as atividades foram planejadas e avaliadas conjuntamente. O trabalho com as famílias foi realizado através de visitas domiciliares e de reuniões bimensais realizadas na escola. Os bons resultados obtidos reforçam a tese de que as escolas devem assumir um compromisso claro com o desenvolvimento de projetos de orientação sexual. Para tanto, é fundamental a definição de políticas públicas que possam garantir uma formação adequada para os orientadores. Neste processo as universidades, especialmente as públicas, podem desempenhar um importante papel.

Biografia do Autor

  • Marisa Eugênia Melillo Meira, UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
    Professora Assistente Doutora do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista, UNESP – campus de Bauru
  • Any Bicego Queiroz, UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
    Discente do curso de Psicologia do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da UNESP – campus de Bauru.
  • Izabela Assis de Oliveira, UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
    Discente do curso de Psicologia do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da UNESP – campus de Bauru.
  • Roberta Quirino Moraes, UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
    Discente do curso de Psicologia do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da UNESP – campus de Bauru.
  • Thaís Helena Oliveira, UNESP - Faculdade de Ciências de Bauru
    Discente do curso de Psicologia do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da UNESP – campus de Bauru.

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Publicado

2010-06-25

Edição

Seção

Artigos