Psicologia escolar, desenvolvimento humano e sexualidade: projetos de orientação sexual em instituições educacionais
DOI:
https://doi.org/10.23901/Palavras-chave:
Orientação Sexual. Psicologia Escolar. Sexualidade. Desenvolvimento Humano. Educação.Resumo
Este artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões construídas a partir da realização de projetos de orientação sexual desenvolvidos em escolas públicas. Partindo de um conceito de sexualidade como expressão de condições sociais, culturais e históricas nas quais os indivíduos estão inseridos, o objetivo geral destes trabalhos é o de propiciar uma visão científica, a mais ampla e profunda possível, no que diz respeito à sexualidade, além de preencher lacunas de informações, problematizar, levantar questionamentos de posições estanques e promover a ressignificação das informações e valores incorporados e vivenciados no decorrer da vida de cada criança ou jovem. Neste sentido a orientação sexual abrangeu o desenvolvimento sexual compreendido como saúde reprodutiva, relações interpessoais, afetividade, imagem corporal, auto-estima e relações de gênero e enfoca as dimensões fisiológicas, sociológicas e psicológicas da sexualidade. Diversos profissionais podem atuar como orientadores sexuais, mas neste artigo serão analisadas algumas peculiaridades que permeiam o desenvolvimento deste tipo de projeto realizado por profissionais da Psicologia. Este trabalho envolveu atividades com os alunos, a família e os professores. O trabalho com os alunos foi realizado uma vez por semana em encontros de 1h e 30 minutos no horário regular de aulas durante todo o ano letivo de 2004. Nas salas em que atuamos diretamente os professores participaram o tempo todo das atividades desenvolvidas com os alunos e de encontros semanais nos quais as atividades foram planejadas e avaliadas conjuntamente. O trabalho com as famílias foi realizado através de visitas domiciliares e de reuniões bimensais realizadas na escola. Os bons resultados obtidos reforçam a tese de que as escolas devem assumir um compromisso claro com o desenvolvimento de projetos de orientação sexual. Para tanto, é fundamental a definição de políticas públicas que possam garantir uma formação adequada para os orientadores. Neste processo as universidades, especialmente as públicas, podem desempenhar um importante papel.Downloads
Publicado
2010-06-25
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Artigos
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