Fisioterapia na educação em saúde: aspectos biopsicossociais na atenção à criança

Talita Zotz, Ana Gabriela Beraldo, Leticia Tonial, Rita Malko, Ariani Szkudlarek, Ana Macedo, Rubneide Gallo, Helena Melo

Resumo


A atuação do fisioterapeuta na promoção de saúde da criança está geralmente direcionada à educação em saúde e práticas corporais. Objetivo: Relatar uma experiência prática a respeito de Educação em Saúde, com grupo de alunos da rede municipal de educação infantil abordando de forma lúdica temas relacionados à atuação da Fisioterapia nos “Aspectos Biopsicossociais na Atenção à Saúde da Criança”. Método: A estratégia de educação em saúde na escola teve por objetivo colaborar com a formação de uma consciência mais crítica da criança, que tenha como resultado a aquisição de práticas visando a promoção, manutenção e recuperação da sua saúde e da comunidade que faz parte. Resultados: o tema abordado é de extrema importância, indica-se assim a realização de tais atividades em mais centros de educação infantil, visto que quanto antes iniciada essa abordagem há maior chance de aprendizado e propagação dessas ideias. Conclusão: o tema de educação em saúde e seus aspectos biopsicossociais são de extrema importância na formação acadêmica e pessoal dos alunos do ensino fundamental, por abordarem situações de seu cotidiano e permitir que seja construída uma boa base para gerações futuras.


Palavras-chave


Educação em Saúde;Saúde da Criança;Atenção à Saúde;Fisioterapia;Modalidades de Fisioterapia

Texto completo:

PDF

Referências


American Academy of Pediatrics. Obesity in Children. Pediatric Nutrition Handbook. Illinois: AAP; p. 423-58, 1998.

ANJOS LA, CASTRO IRR, ENGSTROM EM, AZEVEDO AMF. Crescimento e estado nutricional em amostra probabilística de escolares no Município do Rio de Janeiro, 1999.

Cad Saúde Pública.19(Supl 1):S171-9, 2009.

BALABAN G, SILVA GA. P. Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes de uma escola da rede privada de Recife. J Pediatr (Rio J). n.77, v.2, p.96-100, 2003.

BARACAT ECE, PARASCHIN K, NOGUEIRA RJN, REIS MC, FRAGA AMA, SPEROTTO G. Acidentes com crianças e sua evolução na região de Campinas, SP. J. Pediatr. (Rio J.). v.76, n.5, p.368-74, 2000.

BERENSON GS, SRINIVASAN SR, BAO W, NEWMAN WPRD, TRACY RE, WATTIGNEY WA. Association between multiple cardiovascular risk factors and atherosclerosis in children and young adults. The Bogalusa Heart Study. N Engl J Med n.338: p.1650-1656, 1998.

BOMTEMPO E, HUSSEIN LH, ZAMBERLAN MAT. Psicologia do brinquedo: Aspectos teóricos e metodológicos. São Paulo, SP: Editora da Universidade de São Paulo, 1986.

CHIARAVALLOTI VB, MORAIS MS, NETO FC, CONVERSANI DT, FIORIN AM, BARBOSA AAC, FERRAZ AA. Avaliação sobre a adesão às práticas preventivas do dengue: o caso de Catanduva, São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro v.18, n.5, p.1321-1329, 2002.

COFFITO- CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, Resolução CNE/CES nº 4, 2009.

CORDAZZO STD, VIEIRA ML. A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento. Estud. pesqui. Psicol. v. 7, n.1, 2007.

DAVID MLO, RIBEIRO MAGO, ZANOLLI ML, MENDES RT, ASSUMPÇÃO MS, SCHIVINSKI IS. Proposta de atuação da fisioterapia na saúde da criança e do adolescente: uma necessidade na atenção básica. Saúde em Debate 2013, Rio de Janeiro, v.37, n.96, p.120-129, 2013.

DEL CIAMPO LA, et al. Prevalência de acidentes na infância e adolescência. Rev Paul Pediatria v.21, n.4, p.191-194, 2003.

FAITH MS, BERMAN N, HEO M, PIETROBELLI A, GALLAGHER D, EPSTEIN LH. Effects of contingent television on physical activity and television viewing in obese children. Pediatrics v.107, n.5, 1043-8, 2001.

FAVA G, SONINO N. O modelo biopsicossocial: Trinta anos depois. Psychotherapy and psychosomatics. n.77, p.1-2, 2008.

FOCESI E. Saúde escolar: promoção e educação em saúde. Insight Psicoter, v.6, n.2, p.24-36, 1996.

JEBB AS, MOORE MS. Contribution of a sedentary lifestyle and inactivity to the etiology of overweight and obesity: current evidence and research issues. Med Sci Sports Exerc. n.31(11 Suppl), p.534-41, 1999.

JÚNIOR, JPB. Fisioterapia e saúde coletiva: desafios e novas responsabilidades profissionais. Ciência & Saúde Coletiva, n.15(Supl.1), p.1627-1636, 1998.

LEÃO LSCS, ARAUJO LMB, MORAES LTL. P. Prevalência de obesidade em escolares de Salvador, Bahia. Arq Bras Endocrinol Metab. v.47, n.2, p.151-7, 2003.

LINEBURGUER AA, MANSUR SS, PARCIAIS SR, ROSA NETO F. Desenvolvimento motor de crianças asmáticas, Temas sobre Desenvolvimento v.13, n.73, p.20-25, 2004.

MANCINI M. Obesidade na infância. Como definir? Como diagnosticar? Como tratar? Arq Bras Endoc & Metabol; 43: S24B, 1999.

MATSUDO SA, PASCHOAL VCA, AMANCIO OMS. Atividade física e sua relação com o crescimento e a maturação biológica de crianças. Cadernos de Nutrição. n.14, p.01-12, 2003.

MELLO, E. D.; LUFT, V. C.; MEYER, F. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes? Jornal de Pediatria v.80, n.3, 2004.

MONTEIRO CA. Epidemiologia da obesidade. In: Halpern A e cols. Obesidade. Lemos Editora, São Paulo, 1998.

MONTEIRO, CA, CONDE WL. Tendência secular da desnutrição e da obesidade na infância na cidade de São Paulo (1974-1996). Rev Saúde Pública; v.34, n.6, p.52-61, 2000.

NETO FR, ALMEIDA GMF, CAON G, RIBEIRO J, CARAM JÁ, PIUCCO EC. Desenvolvimento Motor de Crianças com Indicadores de Dificuldades na Aprendizagem Escolar. R. bras. Ci e Mov.,v.15, n.1, p.45-51, 2005.

NETO FR. Valoración del desarrollo motor y su correlación con los trastornos del aprendizaje. Zaragoza. [Tese de Doutorado - Medicina do Esporte]. Faculdade de Medicina – Universidade de Zaragoza, 1996.

NETO, FR. Manual de avaliação motora. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

OMS - Organização Mundial da Saúde. Dengue hemorrágica: diagnóstico, tratamento, prevenção e controle. 2ª ed. São Paulo; 2001.

OMS - Organização Mundial da Saúdes, 2007- http://www.who.int/growthref/en/

PAES NA, SILVA L, ANGELO A. Doenças infecciosas e parasitárias no Brasil: uma década de transição. Rev Panam Salud Publica/Pan Am J Public Health 1999, 6(2).

PELICIONI, M. C. F; TORRES, A. L. A escola promotora da saúde. São Paulo, 1999. FSP/USP.

RIBEIRO KSQS. A atuação da fisioterapia na atenção primária à saúde-reflexões a partir de uma experiência universitária. Rev. Fisioterapia Brasil, Pernambuco, v.3, n.5, p.311-318, 2002.

ROBINSON TN. Obesity prevention. In: Chen C, Dietz WH, editors. Obesity in Childhood and Adolescence. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, p. 245-56, 2002.

ROLOFF EM. A importância do lúdico em sala de aula. Rio Grande do Sul, s.d.

SCILIAR M. História do conceito de saúde. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.17, n.1, p.29-41, 2007.

SESA - Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Relatório Anual, 2000. [citado 2001 mai 30]. Disponível em:http://www.saude.ce.gov.br.

SOUSA, CARVALHO, CORDEIRO. Promoção da saúde em saúde infantil. Manter a criança saudável: Texto de Apoio 4 (Tradução e adaptação de Guidelines For Health Promotion). Lisboa: Direcção Geral dos Cuidados de Saúde Primários, Divisão de Saúde Infantil, 1990.

WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION Creating health cities in the 21st century. Geneva, 1996.(WHO/EOS/96.9).

WONG DL. Enfermagem Pediátrica - elementos essenciais à intervenção efetiva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.




Creative Commons License
Revista Ciência em Extensão by Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura - UNESP - Brasil is licensed under a Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.
Based on a work at ojs.unesp.br.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/about/editorialPolicies#custom0.