Estratégia de formação para manipuladores de alimentos de escolas públicas atendidas pelo PNAE
DOI:
https://doi.org/10.23901/1679-4605.2019v15n2p50-60Palavras-chave:
Manipulador de alimentos. Boas Práticas de Manipulação. Alimentação escolar.Resumo
Seguindo as normas e exigência do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), as refeições devem atender no mínimo 20% das necessidades nutricionais diárias do escolar, ter boa aceitação, e cumprir todos os requisitos básicos de qualidade sanitária, a fim de favorecer a promoção e a proteção da saúde. Nessa perspectiva, os manipuladores de alimentos exercem importante participação na qualidade higiênico-sanitário das refeições servidas no âmbito escolar. Desta forma, o presente estudo tem por objetivo apresentar uma proposta metodológica para capacitar manipuladores de alimentos envolvidos com a alimentação escolar, baseadas nas necessidades identificadas para atender o PNAE nas escolas estaduais do município de Palmas - TO. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo de natureza quanti-qualitativa, realizado no mês de maio de 2017. A capacitação teve por finalidade abordar as questões de Boas Praticas de Manipulação e higiene preconizadas pela RDC 216/2004 - ANVISA/MS, voltadas para as Unidades de Alimentação e Nutrição, para atender as exigências do programa. Participaram da capacitação 76 manipuladores de alimentos de 19 escolas estaduais das regiões, central e sul de Palmas, sendo quatro manipuladores de cada escola, duas do turno matutino e duas do turno vespertino. Para abordagens da capacitação foram utilizadas dinâmicas e oficinas, com finalidade de despertar a atenção e interesse dos participantes. De modo geral o uso das atividades lúdicas como técnica de ensino se mostrou apropriada ao conteúdo educativo trabalhado e foi capaz de incentivar a reflexão e o debate sobre o tema, proporcionando uma melhor assimilação dos conteúdos programáticos para atender as necessidades do PNAE.
Referências
ALBUQUERQUE, E. P. R.; DA SILVA, A. C. J.; DE OLIVEIRA, F. F.; DE OLIVEIRA, L. M.; & DO NASCIMENTO, H. B. O LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM. Salão do Conhecimento- Saúde-Ciência- Esporte. Panambi – RS, 2013. Disponível em: http://www.eventosufrpe.com.br/jepeX2009/cd/resumos/R1329-1.pdf
ALMEIDA, S. R. R.; CARDOSO, J. D. F. S.; ARAUJO, J. I. M.; DA SILVA, A. L. A.; DE ARAUJO, J. M.; DA ROCHA, R. B., & DOS SANTOS, G. R. Aspectos higiênico-sanitários da merenda escolar nas cidades de Bom Jesus e Colônia do Gurgueia-PI. PUBVET, v. 11, p.1-102. 2016. Disponível em: http://www.pubvet.com.br/artigo/3547/aspectos-higiecircnico-sanitaacuterios-da-merenda-escolar-nas-cidades-de-bom-jesus-e-colocircnia-do-gurgueia-pi . Acesso: 20/06/2017.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2011.
BRASIL. Ministério da Saúde. Politica Nacional de Alimentação e Nutrição. 1. edição. 1. reimpressão. – Brasília, 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_alimentacao_nutricao.pdf. Acesso: 20/07/2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria da Vigilância Sanitária. Portaria n° 216, de 15 de setembro de 2004. Aprova o regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação. Diário Oficial da União; Poder Executivo, 2004. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388704/RESOLU%25C3%2587%25C3%2583O-RDC%2BN%2B216%2BDE%2B15%2BDE%2BSETEMBRO%2BDE%2B2004.pdf/23701496-925d-4d4d-99aa-9d479b316c4b> Acesso: 12/09/2016.
CASEMIRO, J. P.; FONSECA, A. B. C.; SECCO, F. V. M. Promover saúde na escola: reflexões a partir de uma revisão sobre saúde escolar na América Latina. Ciência & Saúde Coletiva. Rio de Janeiro v. 19. n. 3, p. 829-840, 2014. . Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000300829 Acesso: 27/05/206. DOI: 10.1590/1413-81232014193.00442013.
DEON, B. C.; MEDEIROS, L. B.; HECKTHEUER, L. H.; SACCOL, A. L. F. Perfil de manipuladores de alimentos em domicílios. Ciência e saúde coletiva, Rio de Janeiro, RJ, v. 19, n. 5, p. 1553-59, jun. 2014. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Barbara_Deon/publication/262844218_Profile_of_food_handlers_in_the_home/links/53d67da20cf228d363ea598f.pdf. Acesso: 19/06/2017. DOI: 10.1590/1413-81232014195.04892013.
FIGUEIREDO, E. C.; VIEIRA, R. B.; FONSECA, K. Z. Um novo olhar sobre a capacitação de manipuladores de alimentos. Revista Funec Científica-Nutrição, v. 2, n. 3, p. 57-67, 2015. Disponível em: http://seer.funecsantafe.edu.br/index.php?journal=rfcn&page=article&op=view&path%5B%5D=1633. Acesso: 18/06/2016.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. São Paulo, Editora Paz e Terra, 2007.
LEFEVRE, F.; LEFEVRE, A. M. C. Promoção de saúde ou a negação da negação. Rio de Janeiro, RJ: Vieira & Lent; 2004.
LEITE, C. L.; CARDOSO, R. D. C. V.; GÓES, J. Â. W.; FIGUEIREDO, K. V. N. D. A.; SILVA, E. O.; BEZERRIL, M. M.; JÚNIOR, P. O.;& SANTANA, A. A. C. Formação para merendeiras: uma proposta metodológica aplicada em escolas estaduais atendidas pelo programa nacional de alimentação escolar, em Salvador, Bahia. Revista de Nutrição. Campinas, v. 24, n. 2, p. 275-285, mar./abr., 2011. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/2437. Acesso: 20/06/2017.
OLIVEIRA, M. N.; BRASIL, A. L. D.; TADDEI, J. A. A. C. Avaliação das condições higiênico-sanitárias das cozinhas de creches públicas e filantrópicas. Ciência Saúde Coletiva. V. 13, n. 3, p. 1051-1060, 2008. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/630/63013328/. Acesso: 30/06/2017.
POLIT, D. F.; HUNGLER, B. H. Delineamento de pesquisa em enfermagem. In: POLIT, D. F.; HUNGLER, B. H. Fundamentos de pesquisa em enfermagem. 3ª ed. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 1995. Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=166543&indexSearch=ID.
ROSA, O. O.; CARVALHO, E. P. Implementação do sistema de análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) para o controle de qualidade de produtos minimamente processados. Higiene alimentar, v. 18, n. 123, p. 30-36, 2004.
SANTIAGO, L. M.; RODRIGUES, M. T. P.; JUNIOR, A. D. O. J.; MOREIRA, T. M. M.Implantação do Programa Saúde na Escola em Fortaleza-CE: atuação de equipe da Estratégia Saúde da Família. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília; v. 65. n. 6. p. 1026 – 1029. nov-dez. 2012 . .Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672012000600020. Acesso: 27/05/2016. doi.org/10.1590/S0034-71672012000600020.
SILOCHI, R. M. H. Q.; TOBIAS, K. C.; ZAMBIAZI, R. C. QUALIDADE HIGIÊNICO-SANITÁRIA DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE FRANCISCO BELTRÃO-PR. Revista Faz Ciência, v. 7, n. 1, p. 151, 2005. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/fazciencia/article/view/7427. Acesso: 30/06/2017.
TAKAHASHI. M. A. B. C.; PIZZI, C. R,; DINIZ, E. P. H. Nutrição e dor: o trabalho das merendeiras nas escolas públicas de Piracicaba-para além do pão com leite. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 35, n. 122, 2010. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/1005/100515726018/. Acesso: 22/06/2017.
TANAJURA, I. M. P. C.; FREITAS, M. C. S. O relevante trabalho das merendeiras escolares de escolas públicas de Salvador, Bahia. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 36, n. 4, p. 919, 2013. Disponível em: http://inseer.ibict.br/rbsp/index.php/rbsp/article/viewFile/788/387. Acesso: 23/06/2017.
TEO, C. R. P. A.; SABEDOT,F. R. B. S.; SCHAFER, E. Merendeiras como agentes de educação em saúde da comunidade escolar: potencialidades e limites, Revista Espaço para a Saúde, Londrina, v. 11, n. 2, p. 11-20, jun. 2010 disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/espacoparasaude/article/view/10089/pdf> Aceso: 15/09/2016.
TORRES, S. A. M. Treinamento de manipuladores de alimentos: merendeiras. Revista Higiene Alimentar. v. 20, n. 143, p. 33-36, 2006.
VIEIRA, S. Introdução à bioestatística. Editora Elsevier. Rio de Janeiro, 2011.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Revista Ciência em Extensão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. A publicação do artigo implica a cessão integral dos direitos autorais à Revista Ciência em Extensão. A reprodução total dos seus artigos em outras publicações, ou para qualquer outra utilidade, está condicionada à autorização por escrito do Editor da Revista Ciência em Extensão. O primeiro autor deverá acessar a página Cessão de Direitos Autorais e conforme o modelo disponibilizado deverá digitalizar a folha contendo as assinaturas na declaração de cessão dos direitos autorais por todos os autores e incluir como documento suplementar. As declarações de autorização para divulgação de imagens são de responsabilidade exclusiva dos autores. Caso não tenha acesso a todos os autores neste momento de excepcionalidade devido a COVID-19 utilize esta versão do TERMO DE CESSÃO – COVID-19.