O conhecimento de idosos sobre parasitoses em instituições não governamentais do município de Araçatuba, SP

Autores

  • Fabiana Faria Lima Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Curso de Medicina Veterinária.
  • Marion Burkhardt Koivisto Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Curso de Medicina Veterinária Departamento de Clínica Cirurgia e Reprodução.
  • Sílvia Helena Venturoli Perri Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Apoio Produção e Saúde Animal.
  • Kátia Denise Saraiva Bresciani Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Departamento de Apoio Produção e Saúde Animal.

DOI:

https://doi.org/10.23901/

Palavras-chave:

Envelhecimento humano. Idosos. Parasitoses.

Resumo

Os idosos necessitam ser conscientizados constantemente em relação ao controle de parasitoses, pelo bem estar dessa camada da população e também por uma questão de Saúde Pública. Este trabalho teve como objetivo avaliar o grau de conhecimento da Terceira Idade sobre conceitos básicos relacionados a parasitoses. Foram entrevistadas 134 pessoas, pertencentes às instituições Flor da Idade, Universidade da Terceira Idade (UNA) e Amigos da Terceira Idade, sendo aplicado um questionário individual sobre estetema. A partir da análise estatística descritiva, verificou-se que 67,2% (90/134) das pessoas responderam que os “vermes” dos animais são transmitidos para o homem. Destas, 34,4% (31/90) não souberam explicar como, 10,0% (9/90) mencionaram o contato direto com cães e gatos e somente 8,9% (8/90) citaram a urina e fezes como meio de disseminação. Ao serem argüidos quanto à Leishmaniose, 85,8% (115/134) afirmaram saber do que se trata a doença, 77,6% (104/134) citaram como única medida preventiva a limpeza ambiental, 20,9% (28/134) não souberam dizer nada e apenas 1,5% (2/134) mencionaram o uso da Citronela como repelente. Em relação à transmissão, 93,7% (89/95) apontaram o mosquito como vetor. No que se refere à toxoplasmose, 78,4% (105/134) não sabiam seu significado e 86,6% (116/134) ignoravam suas formas de disseminação. Os resultados obtidos comprovaram a necessidade da promoção de campanhas de esclarecimento direcionadas aos idosos, abordando o controle de zoonoses parasitárias.

Biografia do Autor

  • Fabiana Faria Lima, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Curso de Medicina Veterinária.
    graduanda do 1º semestre do 5º ano do curso de Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus Araçatuba. Atualmente, está realizando o estágio curricular obrigatório na área de Clínica Médica de Pequenos Animais. Atuou por 3 anos como bolsista PROEX (Pró-Reitoria de Extensão) em projeto intitulado UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) com objetivo de desenvolver atividades de pesquisa relacionadas à Terceira Idade como posse responsável e conhecimentos sobre as principais zoonoses dos animais domésticos, integrando a universidade ao idoso. Adicionalmente, atuou como voluntária em outra iniciativa PROEX, o Projeto Cão-Cidadão-UNESP, que desenvolve a Terapia Assistida por animais (TAA) em asilos e junto à crianças excepcionais. Além disso, envolveu-se em 2007 também no grupo PROEX Castração, que visa esterelizar animais da comunidade em geral e conscientizar a população sobre a posse responsável.
  • Marion Burkhardt Koivisto, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Curso de Medicina Veterinária Departamento de Clínica Cirurgia e Reprodução.
    Possui graduação em Medicina Veterinária - Campus de Jaboticabal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1982) e doutorado em Reprodução e Patologia Animal pela Escola Superior de Veterinária de Hanôver (TiHo) - Alemanha (1986). Atualmente é professora assistente doutora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, é responsável pela disciplina de Obstetrícia Veterinária atuando na área de Reprodução Animal. Tem experiência na área de Biotecnologia do Sêmen, trabalhou de 1987 a 1993 em Central de Inseminação Artificial.
  • Sílvia Helena Venturoli Perri, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Apoio Produção e Saúde Animal.
    possui graduação em Estatística pela Universidade de Brasília (1978) , especialização em Administração dos Serviços de Saúde pela Universidade de Ribeirão Preto (1992) , mestrado em Estatística pela Universidade Estadual de Campinas (1990) e doutorado em Agronomia (Estatística e Experimentação Agronômica) pela Universidade de São Paulo (1999) . Atualmente é Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística , com ênfase em Estatística. Atuando principalmente nos seguintes temas: Modelo linear misto, Análise de variância, Sistema computacional SAS, Método de estimação.
  • Kátia Denise Saraiva Bresciani, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Departamento de Apoio Produção e Saúde Animal.
    possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1992) , mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997) , doutorado em Medicina Veterinária Preventiva Jaboticabal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) , pos-doutorado pela Universidade Estadual Paulista (2006) , ensino-fundamental-primeiro-grau pelo Instituto de Educação São Caetano do Sul (1983) , ensino-medio-segundo-grau pelo Instituto de Educação São Caetano do Sul (1986) e residencia-medica pela Fcav Unesp Jaboticabal (1995) . Atualmente é Professora Assistente Doutora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Revisor de periódico da Veterinária e Zootecnia, Revisor de periódico da Revista Ciência em Extensão e Revisor de periódico da Arquivos do Instituto Biológico. Tem experiência na área de Medicina Veterinária , com ênfase em Medicina Veterinária Preventiva. Atuando principalmente nos seguintes temas: Cães, gestação, Toxoplasma gondii.

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Publicado

2008-12-11

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Artigos