Projeto parasitoses intestinais em crianças: Prevalência e Fatores Associados

Autores

  • Sara Ramos Rodrigues Universidade Estadual do Maranhão
  • Sâmea Cristina Santos Gomes Universidade Federal do Maranhão
  • Raina Jansen Cutrim Propp Lima Instituto Federal do Maranhão
  • Joelma Ximenes Prado Teixeira Nascimento Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.23901/1679-4605.2018v14n3p64-78

Palavras-chave:

Parasitoses intestinais. Epidemiologia. Fatores associados.

Resumo

As parasitoses intestinais ainda constituem-se em grave problema de saúde pública, perpetuando-se no Brasil e em outros países, e causando adoecimento nos indivíduos, sendo o estudo de sua prevalência um dos melhores indicadores do status socioeconômico de uma população e pode estar associada a diversos determinantes. O objetivo do estudo foi investigar a prevalência e os fatores associados à ocorrência de parasitismo intestinal em crianças da zona urbana do município de Grajaú - MA. Estudo transversal, analítico, realizado com crianças de 2 a 10 anos de idade. A amostra foi composta por 143 indivíduos. Foi realizada análise univariada e na segunda fase foram ajustados modelos de regressão logística para o estudo dos fatores associados. Foram consideradas associadas à variável-resposta àquelas que apresentaram p< 0,05. A prevalência de infecções foi de 60,14%, havendo uma variação de 13,95 a 86,05%, respectivamente, entre a positividade para helmintos e protozoários. O aumento na idade das crianças, assim como o intervalo de tempo da última consulta associaram-se a uma maior ocorrência de parasitos em geral. Enquanto que o aumento na idade da mãe e seus conhecimentos sobre os sintomas das parasitoses associaram-se a uma menor ocorrência de casos. O estudo observou que alguns fatores estão associados a maior ou menor ocorrência de parasitos intestinais no município pesquisado. Dessa forma, medidas de controle mais eficientes devem ser pensadas para a população, levando em consideração as associações descritas, como forma de diminuir a prevalência e a incidência dessas infecções.

Biografia do Autor

  • Sara Ramos Rodrigues, Universidade Estadual do Maranhão
    Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX/UEMA) da Universidade Federal do Maranhão. Centro de Estudos Superiores de Grajaú (CESGRA/UEMA).
  • Sâmea Cristina Santos Gomes, Universidade Federal do Maranhão
    Enfermeira. Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Maranhão. Mestre em Saúde Coletiva-UFMA. Professora do Curso de Medicina-Campus Imperatriz-MA/ Universidade Federal do Maranhão.
  • Raina Jansen Cutrim Propp Lima, Instituto Federal do Maranhão
    Nutricionista. Mestre em Saúde Coletiva-UFMA. Professora do Instituto Federal do Maranhão-Campus Acailândia. Endereço: Universidade Federal do Maranhão.
  • Joelma Ximenes Prado Teixeira Nascimento, Universidade Federal do Maranhão
    Nutricionista. Doutoranda em Saúde Coletiva-UFMA. Mestre em Saúde da Materno Infantil –UFMA. Professora Assistente do Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Maranhão-UFMA

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Publicado

2018-09-30

Edição

Seção

Artigos