Períodos de interferência de plantas daninhas em genótipos de batata-doce

Autori

  • Jair Tenório Cavalcante
  • Paulo Vanderlei Ferreira
  • Jorge Luiz Xavier Lins Cunha
  • Antônio Barbosa da Silva Júnior
  • Moisés Tiodoso da Silva
  • Islan Diego Espindula de Carvalho

DOI:

https://doi.org/10.32929/2446-8355.2017v26n4p640-656

Abstract

O cultivo da batata-doce, mais precisamente no Nordeste brasileiro, apresenta rendimentos abaixo do seu potencial produtivo, devido principalmente à utilização de variedades locais não melhoradas e manejo inadequado de plantas daninhas. Diante destes fatos, implantou-se um experimento em Rio Largo – Alagoas, no ano de 2013, objetivando determinar o período crítico de prevenção à interferência (PCPI) de plantas daninhas em três genótipos de batata-doce, sendo os Clones 6 e 14, desenvolvidos pelo SMGP/CECA/UFAL e a variedade Sergipana, bastante cultivada na região. O delineamento foi em blocos casualizados no fatorial 3 x 14, com três repetições; ficando três genótipos em 14 períodos de interferência, distribuídos em sete períodos de controle, a partir dos quais as plantas daninhas eram controladas e sete períodos de convivência, a partir dos quais as plantas daninhas não eram mais controladas (0, 10, 20, 30, 40, 50 e 60 DAP). As plantas daninhas foram identificadas e avaliadas através dos parâmetros fitossociológicos: densidade e massa seca total. Nos genótipos de batata-doce foram avaliadas as variáveis: número de raízes comerciais, massa média de raízes comerciais e rendimento de raízes tuberosas comerciais. As espécies predominantes foram: Richardia grandiflora Cham. & Schltdl., Ageratum conyzoides L. e Eleusine indica (L.) Gaertn. A ausência de controle reduziu em 53,5%, 65% e 69,3% a produtividade do Clone 6, da variedade Sergipana e do Clone 14, respectivamente. O PCPI foi dos 23 aos 42 DAP, dos 24 aos 46 DAP e dos 17 aos 40 DAP, para a variedade Sergipana, o Clone 6 e o Clone 14, respectivamente.

Pubblicato

2017-10-01

Fascicolo

Sezione

Artigos