Eficiência das larvas de besouro coprófago na compostagem do esterco de coelho

Autores

  • Claudete Martins da Silva Pereira Colégio Técnico da Universidade Rural (CTUR)- Professora
  • Luiz Fernando de Sousa Antunes Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Doutorando do Programa de Pós-graduação em Fitotecnia
  • Milene da Silva Soares Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) - Graduanda em Agronomia
  • Adriana Maria de Aquino Embrapa Agrobiologia - Pesquisadora
  • Marco Antonio de Almeida Leal Embrapa Agrobiologia - Pesquisador

DOI:

https://doi.org/10.32929/2446-8355.2019v28n3p354-366

Resumo

As famílias de coleópteros atuam na fragmentação da matéria orgânica em decomposição (restos vegetais, madeira podre, palha, esterco, entre outros), participando da ciclagem de nutrientes e contribuindo para a melhoria da fertilidade e estrutura do solo. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar a eficiência das larvas de besouro da subfamília Cetoniinae como uma nova alternativa no processo de decomposição do esterco de coelho, comparando os atributos físicos, físico-químicos e químicos do Cetoniinaecomposto com o esterco de coelho decomposto por minhocas e o esterco compostado naturalmente. O experimento foi implantado em galpão coberto da Embrapa Agrobiologia, no município de Seropédica (RJ), em um delineamento experimental inteiramente casualizado com três formas de incubação: com minhocas (T1), com larvas de besouro (T2) e sem larvas e sem minhocas (T3), com quatro repetições. As coletas de amostras do material para análise foram realizadas no início da incubação (tempo 0) e aos 30, 60 e 90 dias, sendo avaliados pH e emissões potenciais de CO2 e de NH3 como indicadores de estabilidade, e aos 90 dias foram analisadas as seguintes variáveis: condutividade elétrica (CE), pH, teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio, e substâncias húmicas. Os compostos de esterco de coelho produzidos por larvas de Cetoniinae (Cetoniinaecomposto), por minhocas (vermicomposto) e esterco compostado, não apresentaram diferença significativa para a maioria das características químicas e físicas, constatando-se a estabilização dos compostos produzidos por minhocas e larvas aos 90 dias, medida pelas emissões de CO2 e de NH3. Destaca-se a decomposição realizada pelas larvas de besouro, a qual apresentou a menor emissão de NH3 ao longo do período de incubação, demonstrando que as larvas podem ser uma nova alternativa a compostagem do esterco de coelho.

Biografia do Autor

  • Claudete Martins da Silva Pereira, Colégio Técnico da Universidade Rural (CTUR)- Professora

    Doutora em Ciência, Tecnologia e Inovação em Agropecuária/ UFRRJ - UNRC. Mestre em Educação Agrícola pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2005). Graduada em Licenciatura em Ciencias Agrícolas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1985) Atualmente é ativo/permanente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Professora de Agroecologia e Paisagismo Ambiental. Tem experiência na área de Agronomia E Meio Ambiente com ênfase em Produção Agroecológica, Fertilidade do solo e produção de adubos orgânicos. Foi Coordenadora do Serviço de Orientação Educacional do Colégio Técnico da UFRRJ no período de 2009 a 2013, professora do Colégio Agrícola Sergio de Carvalho em Vitória da Conquista no ano de 1986, professora do Colégio Cenecista em Paracambi no período 1990 a 1995 e professora do Colégio Agrícola Nilo Peçanha (Pinheiral) no período 1995 a 2000. Atualmente desenvolve pesquisas em adubos orgânicos.

     
  • Luiz Fernando de Sousa Antunes, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Doutorando do Programa de Pós-graduação em Fitotecnia
    Atualmente é Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia pela UFRRJ, desenvolvendo projetos de pesquisas voltados à Agroecologia com ênfase na gongocompostagem de resíduos agrícolas e urbanos e suas aplicações na agricultura. Mestre em Agronomia - Ciência do Solo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2017), é graduado em Engenharia Agronômica pela mesma Universidade (2015) e também possui graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Módulo (2009). Foi bolsista de iniciação científica por dois anos na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Agrobiologia, envolvido em pesquisas com triagem e monitoramento da fauna do solo, compostagem de resíduos orgânicos e produção de mudas de hortaliças em bandejas com utilização de substratos orgânicos gerados pela atividade de diplópodes.
  • Milene da Silva Soares, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) - Graduanda em Agronomia
    Ensino fundamental e médio concluído em 2012 pelo Colégio Pedro II - Unidade escolar São Cristóvão II e III, Rio de Janeiro. Graduada em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 2018. Bolsista de Iniciação Científica CNPq de 2014 a 2017, atuando no Laboratório de Agricultura Orgânica da Embrapa Agrobiologia trabalhando com experimentos para desenvolvimento de compostagem orgânica, com ênfase na área de formulação inteiramente vegetal, para aplicação como fertilizante orgânico e condicionador de solo. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fertilidade do Solo e Adubação, atuando principalmente nos seguintes temas: adubação orgânica, pennisetum glaucum, calagem, composto orgânico e bioensaio. Estagiária voluntária no Pet Inclusão, de agosto de 2017 a dezembro de 2018, desenvolvendo trabalhos de assistência técnica principalmente na área de organização econômica, comercialização e aquisição de certificados. Aluna voluntária do departamento de Fitossanidade da UFRRJ, atuando na manutenção do Herbário e coleção de Arsène Puttemans (1873-1937) Patrimônio belga no Brasil. Estágio supervisionado realizado no Instituto Estadual do Ambiente - Inea, na unidade do Horto Florestal de Guaratiba, realizando atividades comuns à rotina de um viveiro, acompanhamento das atividades de gestão do horto, como controle de entrada e saída de mudas, registro de doações e vendas e atendimento a programas de educação ambiental em escolas públicas. Atualmente, trabalha como assistente técnica de etapa na empresa Cedir - Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação Rural. Atua no levantamento de dados e informações relevantes para definição dos processos comerciais praticados atualmente pelos pequenos agricultores familiares e elaboração de estratégias facilitadoras para comercialização nacional e internacional dessas pequenas propriedades rurais.
  • Adriana Maria de Aquino, Embrapa Agrobiologia - Pesquisadora

    Possui doutorado em Agronomia na área de Ciência do Solo pela UFRuralRJ. Pesquisadora da Embrapa Agrobiologia, orienta no Doutorado Binacional em Ciência, Tecnologia e Inovação Agropecuária da UFRuralRJ. Atua no Núcleo de Pesquisa e Treinamento para Agricultores em Nova Friburgo-RJ. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Biologia do Solo, atuando principalmente nos seguintes temas: matéria orgânica, vermicompostagem, minhocas, fauna do solo e bioindicadores em sistemas agroecológicos, orgânicos e em ambientes de montanha.

     
  • Marco Antonio de Almeida Leal, Embrapa Agrobiologia - Pesquisador
    Marco Antonio de Almeida Leal, é brasileiro e natural de Valença-RJ. Em 1984 ingressou no curso de graduação em Agronomia da UFRRJ. Em 1986 foi contemplado com uma bolsa de Iniciação Científica do CNPq para realizar pesquisas com horticultura no Departamento de Fitotecnia da UFFRJ. Em 1988, após a graduação, foi contemplado com uma bolsa de Aperfeiçoamento do CNPq para realizar pesquisas com estatística experimental na Embrapa Agrobiologia. Em 1994 ingressou na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (PESAGRO-RIO), onde permaneceu até novembro de 2006, desenvolvendo trabalhos de pesquisa com cultivo protegido, produção de hortaliças orgânicas e compostagem. Em 1996 concluiu o Mestrado em Agronomia, área de concentração em Ciência do Solo, na UFRRJ, com a tese Proposta de Modelo de Simulação no Estudo da Matéria Orgânica do Solo. Em 2006 concluiu o Doutorado em Agronomia, área de concentração em Ciência do Solo, na UFRRJ, com a tese Produção e Eficiência Agronômica de Compostos Obtidos com Palhada de Gramínea e Leguminosas para o Cultivo de Hortaliças Orgânica. Em novembro de 2006 ingressou na Embrapa Agrobiologia, onde realiza atividades de pesquisas em sistemas sustentáveis de produção, com ênfase em adubação orgânica e compostagem. Desde 2011 atua como professor do curso de Mestrado em Agricultura Orgânica da UFRRJ.

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Publicado

2019-10-28

Edição

Seção

Artigos